
Agentes federais de imigração coletaram informações pessoais sobre manifestantes e observadores em Minneapolis e já mantinham registros sobre Alex Pretti antes de ele ser morto a tiros no sábado, segundo fontes ouvidas pela CNN.
Ainda não está claro como o nome de Pretti passou a circular entre as autoridades, mas as fontes relatam que, cerca de uma semana antes do desfecho fatal, ele teve uma costela quebrada ao ser derrubado por agentes federais durante um protesto.
De acordo com os relatos, o episódio anterior ocorreu quando Pretti parou o carro ao ver agentes do ICE perseguindo pessoas a pé. Ele teria gritado e apitado para chamar atenção.
Cinco agentes o imobilizaram, e um deles pressionou as costas do enfermeiro, o que teria causado a fratura. A abordagem terminou no local, sem prisão. Em nota, o Department of Homeland Security afirmou não ter registro desse incidente específico.
Um memorando interno enviado no início do mês a agentes destacados temporariamente para Minneapolis orientou a “capturar imagens, placas, identificações e informações gerais sobre hotéis, agitadores e manifestantes” em um formulário padronizado de coleta de inteligência sem prisão.
O documento formalizou um procedimento que antes era feito de modo informal, ampliando o registro de dados de atividades em grande parte protegidas pela Primeira Emenda.
O nome de Pretti constava em registros federais, embora não esteja confirmado se o novo formulário foi usado nesse caso. Também não se sabe se os agentes o reconheceram no dia do confronto que terminou com ele imobilizado, desarmado e baleado.
Autoridades federais negam a existência de um banco de dados de “terroristas domésticos”, mas admitem monitorar e encaminhar para investigação situações que considerem obstrução ou ameaça a agentes.
Federal agents claimed Alex Pretti, 37, forced their hand on a Minneapolis street Saturday morning, alleging he “violently resisted” disarmament until the officers fired “defensive shots.”
Bystander footage appears to tell a different story. https://t.co/2zHwDkaGy7 pic.twitter.com/cK0tq4izGt
— The Wall Street Journal (@WSJ) January 25, 2026