A violação do protocolo de agentes do ICE em Minneapólis, segundo conselheiro de Trump

Atualizado em 28 de janeiro de 2026 às 12:39
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Stephen Miller, conselheiro sênior do presidente Donald Trump. Foto: Reprodução

Stephen Miller, conselheiro sênior do presidente Donald Trump, admitiu nesta terça-feira (27) que agentes da Patrulha da Fronteira dos EUA podem não ter seguido os procedimentos previstos antes de atirar fatalmente no enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, durante protestos na cidade no fim de semana.

A declaração de Miller ocorre enquanto o presidente Donald Trump afirma que desejava desescalar a situação em Minneapolis após a morte de Pretti, baleado durante manifestação contra a repressão à imigração.

Em comunicado, o conselheiro sênior disse que o governo apura uma possível violação de protocolo e afirmou que a Casa Branca havia dado “instruções claras” para que o reforço enviado a Minnesota servisse para “criar uma barreira física entre as equipes de prisão e os manifestantes”.

“Estamos avaliando por que a equipe da CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras) pode não ter seguido esse protocolo”, declarou Miller.

Declarações iniciais e recuo

Miller também recuou de comentários feitos logo após o episódio, quando chamou Pretti de “aspirante a assassino” e o acusou de querer atacar agentes federais. Segundo ele, essas falas se basearam em informações iniciais repassadas pelo Departamento de Segurança Interna (DHS).

À época, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, afirmou de forma incorreta que Pretti estaria armado ao abordar os agentes.

Imagens de vídeo divulgadas posteriormente mostraram que a vítima não estava armada no momento dos disparos. Pretti portava uma pistola, mas os agentes já a haviam tomado antes de atirar várias vezes à queima-roupa.

“As declarações iniciais do DHS foram baseadas em relatos da CBP no local”, afirmou Miller.