
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta quinta (29) um processo de “autossaneamento” no Supremo Tribunal Federal (STF) diante das revelações envolvendo o caso do Banco Master. Ele afirmou que instituições responsáveis por fiscalizar e punir precisam reagir com mecanismos internos sempre que sua credibilidade é colocada em risco.
Segundo Haddad, esse tipo de resposta é essencial para preservar a legitimidade institucional. “Quando você está falando dessas instituições, que têm o dever de fiscalizar, de punir, tem que haver um procedimento interno de dar clareza ao que está acontecendo para a sua própria sustentabilidade e legitimidade”, disse.
Para ele, ameaças à reputação exigem providências independentemente de quem esteja envolvido. O ministro afirmou que esse tipo de prática é comum em outras áreas do Estado.
“Quando há alguma ameaça de manchar a reputação de alguma instituição, ela tem que ter mecanismos internos de saneamento, seja quem for”, declarou, citando como exemplo casos de punição a policiais e auditores fiscais. Ele lembrou ainda episódios em que investigações internas foram interpretadas como perseguição, mas se mostraram necessárias.
Haddad apontou a iniciativa do Banco Central de abrir um procedimento interno no caso Master como modelo de conduta institucional. “O BC anunciou a abertura de um procedimento interno para verificar se houve alguma falha de procedimento em relação ao seu próprio corpo de servidores. É assim que uma instituição deve agir”, afirmou.
O ministro também saiu em defesa do presidente do STF, Edson Fachin, apontando que a Corte está sob a liderança adequada para enfrentar a crise. “Nós não podemos temer o autossaneamento de uma instituição, em nenhuma hipótese. Eu acredito que a instituição está nas mãos de uma pessoa correta, que é o Fachin”, prosseguiu.
Para Haddad, o processo precisa ser conduzido com cautela, respeitando os trâmites legais. “Eu acredito que o presidente Fachin está com o melhor ânimo para dar uma resposta a isso de maneira adequada”, afirmou, acrescentando que a postura deve valer para todas as instituições. Segundo ele, se reagir corretamente, “o STF pode sair grande se reagir com altivez”.