
Lideranças da direita paulista passaram a manifestar preocupação com a possibilidade de a esquerda lançar um nome competitivo para o Senado em São Paulo, especialmente se o escolhido for Fernando Haddad (PT) ou Simone Tebet, atualmente no MDB, mas com possibildade de trocar de partido. A avaliação interna é que Haddad teria força para conquistar uma das duas vagas em disputa caso o campo conservador chegue fragmentado às urnas.
No campo da direita, segundo a Folha de S.Paulo, já estão colocadas candidaturas consideradas irreversíveis. O ex-secretário de Segurança Pública Guilherme Derrite (PP) e o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (Novo) afirmam que pretendem manter seus nomes na disputa até o fim.
No último sábado (24), Paulinho da Força (Solidariedade) também anunciou pré-candidatura. Embora não seja alinhado ao bolsonarismo, ele tem feito oposição sistemática ao governo Lula (PT).
Além disso, o PL avalia lançar um candidato próprio ao Senado. Entre os nomes cogitados estão os deputados federais Rosana Valle, Marco Feliciano e Mário Frias, o deputado estadual Gil Diniz e o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo. A definição tem provocado disputas internas no partido e ampliado o risco de pulverização de votos.

Neste ano, duas das três cadeiras de cada estado estarão em disputa no Senado. Em São Paulo, encerram mandato Mara Gabrilli (PSD) e Giordano, enquanto Marcos Pontes (PL), eleito em 2022, permanece no cargo até 2031.
O prazo para filiações partidárias termina em 6 de abril, e os registros de candidatura devem ser feitos até 15 de agosto. Tanto o presidente Lula (PT) quanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tratam a disputa pelo Senado como estratégica em 2026.
Na esquerda, os nomes mais citados são Fernando Haddad, Geraldo Alckmin (PSB), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (MDB) e Márcio França (PSB). Com exceção de Marina, todos também são cogitados para concorrer ao governo paulista.