
Carlos Bolsonaro publicou no sábado, 31 de janeiro, um relato detalhado sobre a visita que fez ao pai, Jair Bolsonaro, na Penitenciária da Papuda, em Brasília. No texto, o vereador afirmou ter encontrado o ex-presidente “abatido, apático e soluçando” e descreveu a situação de forma minuciosa, ressaltando que não se tratava de um desabafo emocional, mas de um “registro estritamente factual”.
“Saí há pouco da Papuda acompanhado de meu amigo, o advogado @JHNdeF. Encontrei o presidente abatido, apático e soluçando”, escreveu Carlos Bolsonaro. Em seguida, acrescentou detalhes da visita: “Comemos algumas cascas de pão de forma. Lavei seus talheres de plástico e ainda consegui arrancar uma risada do meu pai. Objetivo alcançado”.
Na mesma publicação, Carlos fez questão de reforçar o tom objetivo do relato. “Não relato isso como demonstração emotiva, mas como registro estritamente factual”, escreveu, tentando afastar a leitura de que o texto seria apenas uma manifestação pessoal de dor ou indignação diante da prisão do ex-presidente.
O vereador também direcionou críticas diretas ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro e delator no processo da tentativa de golpe. “Parabéns, coronel Mauro Cid. Você é um dos principais responsáveis pelo esfacelamento de pessoas de bem e pela destruição de milhares de famílias que não cometeram qualquer crime que justificasse tamanha crueldade”, afirmou Carlos no tuíte.
Saí há pouco da Papuda acompanhado de meu amigo, o advogado @JHNdeF .
Encontrei o Presidente @jairbolsonaro abatido, apático e soluçando.
Comemos algumas cascas de pão de forma.
Lavei seus talheres de plástico e ainda consegui arrancar uma risada do meu pai. Objetivo alcançado.…— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) January 31, 2026
Jair Bolsonaro está preso após condenação no Supremo Tribunal Federal por participação no núcleo central da trama golpista que tentou impedir a posse do presidente eleito em 2022. As decisões do STF se basearam em investigações conduzidas pela Polícia Federal e em denúncias da Procuradoria-Geral da República, que apontaram articulação política e militar para romper a ordem democrática.
Mauro Cid tornou-se peça central do caso ao firmar acordo de delação premiada, no qual relatou reuniões, documentos e estratégias ligadas ao plano de golpe, incluindo a elaboração da chamada “minuta golpista”. As declarações do ex-ajudante de ordens embasaram parte das acusações que resultaram na condenação de Bolsonaro e de outros aliados, contexto que ajuda a explicar o tom duro adotado por Carlos Bolsonaro ao se referir ao militar.