
Um veículo oficial do Senado Federal utilizado pelo senador Magno Malta foi abordado pela Polícia Militar do Distrito Federal após o motorista ser flagrado filmando o entorno do Complexo Penitenciário da Papuda, onde Jair Bolsonaro cumpre pena. O episódio ocorreu nas proximidades da Penitenciária da Papudinha e foi registrado em documento oficial encaminhado ao Supremo Tribunal Federal. As informações são do Metrópoles.
Segundo o relato da PMDF, o carro estacionou nas imediações da unidade prisional, deixou o senador nas proximidades e, em seguida, o motorista passou a gravar imagens do local. Os policiais alertaram que a captação poderia comprometer a segurança da Papudinha e de todo o complexo da Papuda, além de colocar em risco a integridade de agentes e internos. Após a abordagem, a gravação foi interrompida.
O caso aconteceu em 17 de janeiro, no mesmo dia em que Magno Malta tentou acessar a Papudinha sem autorização judicial. Há uma orientação expressa da Vara de Execuções Penais proibindo a captação de imagens no entorno de unidades prisionais, regra que permanece válida mesmo quando a custódia envolve presos sob responsabilidade do STF.
O relatório da Polícia Militar foi enviado ao Supremo e chegou ao gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos relacionados à tentativa de golpe. Com base nas informações, Moraes negou o pedido de autorização para que o senador visitasse Bolsonaro na prisão.

De acordo com os policiais, Magno Malta foi informado de que apenas familiares previamente cadastrados podem realizar visitas regulares e que qualquer outra visita, inclusive de autoridades, depende de autorização judicial específica. O senador teria questionado a restrição e, posteriormente, solicitado autorização para realizar uma oração no 19º Batalhão da PM, pedido que também foi negado.
O impasse no local durou cerca de 30 minutos e reforçou o entendimento do STF sobre a necessidade de controle rigoroso no entorno da Papudinha. O episódio ampliou o desgaste entre aliados de Bolsonaro e o Judiciário, em meio às restrições impostas após a condenação do ex-presidente pelos crimes ligados à tentativa de ruptura institucional.