Caso Orelha: adolescente é retirado da lista de suspeitos após reviravolta

Atualizado em 31 de janeiro de 2026 às 23:31
Caso do cachorro Caramelo (Reprodução / Instagram e IA)

Uma reviravolta mudou o rumo das investigações sobre a morte dos cães Orelha e Caramelo, na Praia Brava, em Santa Catarina. Um dos adolescentes inicialmente citados no caso teve o nome retirado da lista de suspeitos após a família comprovar que ele não estava na cidade quando os crimes ocorreram. A informação foi confirmada pela polícia depois da análise de registros e imagens.

Segundo o pai do jovem, de 15 anos, a família deixou a Praia Brava no dia 5 de janeiro de 2026, cinco dias antes da data em que ocorreram os episódios investigados. “Nós saímos de lá dia 5 de janeiro, às 10 horas da manhã, e não retornamos mais”, afirmou em entrevista ao site Leo Dias. O adolescente havia sido associado de forma indevida a um suposto “quebra-quebra” em um quiosque no dia 10.

De acordo com o relato, imagens analisadas pela polícia reforçaram a versão apresentada pela família. “Nenhum deles é o Pedro. São outros cinco adolescentes. Não tem um vídeo, não tem nada que vincule o Pedro a qualquer ato que tenha acontecido naquele dia”, disse o pai, ao explicar por que o filho não poderia estar envolvido.

Foto: Divulgação/ND Mais

Com isso, a autoridade policial alterou formalmente o status do adolescente no inquérito. Ele deixou de ser investigado e passou a constar apenas como testemunha técnica, sem ter presenciado o crime. “É testemunha porque ele não é suspeito. Não quer dizer que presenciou. Ele foi retirado da investigação justamente porque não tinha nada que indicasse qualquer participação”, esclareceu o pai.

A família afirma que procurou a delegacia de forma voluntária assim que tomou conhecimento de boatos nas redes sociais, antes mesmo de qualquer intimação. “A gente sempre buscou ativamente o esclarecimento. A gente não esperou a polícia vir”, relatou. A iniciativa contribuiu para acelerar a checagem das informações e a correção do enquadramento do jovem.

Outro ponto destacado foi a ausência de vínculo do adolescente com os demais jovens investigados. Apesar de alguns estudarem no mesmo colégio, o pai afirmou que não havia convivência nem amizade entre eles. Agora, com o nome do filho retirado das suspeitas, a família pretende identificar a origem das acusações falsas e adotar medidas judiciais por difamação.