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Áudios inéditos revelam falas comprometedoras de Michael Jackson sobre crianças em novo documentário

Michael Jackson

Gravações de áudio até então inéditas revelam reflexões de Michael Jackson sobre sua relação com crianças. Nos registros, incluídos em um novo documentário, o cantor afirma que crianças se encantavam com sua personalidade e queriam tocá-lo e abraçá-lo, acrescentando que isso “às vezes acabava trazendo problemas”.

Os áudios fazem parte da série documental “The Trial”, produzida pela Wonderhood Studios e exibida pelo Channel 4 britânico, que estreia na quarta-feira (4). A produção revisita o julgamento que terminou com a absolvição de Jackson em 2005, após 14 semanas, por acusações de abuso sexual infantil.

Em um trecho divulgado no material promocional, Jackson diz: “As crianças só querem me tocar e me abraçar”. Em outro momento, afirma que crianças “acabam se apaixonando” por sua personalidade, o que, segundo ele, acabava lhe causando problemas. O documentário também traz depoimentos de entrevistados que afirmam que algumas falas registradas “não têm precedentes”.

No fim de semana, o jornal New York Post destacou outra declaração de Jackson nos áudios, considerada especialmente alarmante. Segundo o jornal, o cantor teria dito que, se fosse impedido de ver crianças novamente, ele “se mataria”. A Wonderhood afirma que a série busca ir além do “circo midiático” da época para levantar questões sobre fama, raça e o sistema de Justiça dos Estados Unidos.

Antes de ser absolvido, Jackson respondeu a acusações de molestar um menino, fornecer álcool a uma criança, embriagar um menor para abusá-lo e conspirar para manter um garoto e sua família em cativeiro em seu rancho Neverland. As acusações tiveram origem no documentário britânico “Living with Michael Jackson”, exibido em 2003.

Em entrevista em 2005, o cantor declarou ser completamente inocente e afirmou que havia uma conspiração para destruí-lo. Ele foi inocentado de todas as acusações em 13 de junho de 2005 e morreu quatro anos depois, aos 50 anos, em decorrência de intoxicação aguda por propofol. Seu médico pessoal, Conrad Murray, foi condenado por homicídio culposo.