
Os registros de roubos em São Paulo ao longo de 2025 mostram que distritos com perfis socioeconômicos distintos seguem entre os mais afetados por esse tipo de crime. Regiões periféricas da zona sul e áreas centrais e valorizadas da capital aparecem lado a lado nas estatísticas oficiais divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública.
O Capão Redondo liderou o número absoluto de roubos na cidade. O 47º Distrito Policial contabilizou 3.836 ocorrências ao longo do ano, além de 2.917 furtos. Campo Limpo e Parque Santo Antônio, também na zona sul, aparecem entre os distritos com mais registros, reforçando a concentração do crime em áreas periféricas.
Ao mesmo tempo, bairros como Pinheiros e Perdizes, na zona oeste, e regiões centrais como Sé, Campos Elíseos e Pari também figuram entre os distritos com maior número de roubos. Apesar disso, quase todos esses locais apresentaram queda nos registros em relação a 2024, com exceção do Parque Santo Antônio.

No total, São Paulo registrou 98,3 mil roubos e mais de 250 mil furtos em 2025, somando cerca de 955 ocorrências por dia. Os roubos caíram 14,6% e atingiram o menor patamar da série histórica iniciada em 2001, enquanto os furtos tiveram aumento de 3,6%, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública.
Entre os distritos que destoaram da tendência de queda, o Tatuapé apresentou o maior crescimento proporcional de roubos na cidade. O 30º DP teve alta de 35% nos registros em comparação com 2024. Parque Santo Antônio e Vila Sônia também registraram aumento, embora em menor escala.
Os dados indicam ainda que furtos se concentram principalmente na região central, com destaque para Pari, Sé e Perdizes. Pesquisas do Datafolha, a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apontam alta subnotificação, já que cerca de quatro em cada dez vítimas não registram boletim de ocorrência.