Amazonas confirma três novos casos de ‘doença da urina preta’

Atualizado em 1 de fevereiro de 2026 às 12:50
O pacu-de-barriga-vermelha está entre os mais populares entre os pacus de criação. Foto: Reprodução

O Amazonas confirmou três casos da síndrome de Haff, conhecida como doença da urina preta, segundo boletim divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde. A enfermidade está associada ao consumo de pescados contaminados por toxinas e provoca dores musculares intensas e escurecimento da urina.

Todos os registros ocorreram no município de Itacoatiara, localizado a cerca de 270 quilômetros de Manaus. A cidade já havia enfrentado surtos da doença em 2021 e 2023. Dois casos foram registrados em junho e um em dezembro de 2025, embora a divulgação oficial tenha ocorrido apenas no fim de janeiro deste ano.

De acordo com a fundação, dois pacientes pertencem à mesma família e todos vivem em área urbana. Eles relataram ter consumido pacu frito ou assado em casa antes do início dos sintomas, que surgiram cerca de nove horas após a refeição.

Os pacientes apresentaram urina escura, fraqueza e dores musculares intensas. Exames laboratoriais indicaram níveis elevados da enzima creatinofosfoquinase, com média de 6.400 µ/L, conforme dados do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Amazonas.

Município de Itacoatiara, no interior do Amazonas. Foto: Rede Amazônica

Em nota, a diretora-presidente da FVS, Tatyana Amorim, afirmou que “mesmo com o número reduzido de casos, a Doença de Haff exige atenção permanente”, destacando que o pescado é amplamente consumido pela população do estado.

A síndrome de Haff é um tipo de rabdomiólise, caracterizada pela destruição das fibras musculares. As substâncias liberadas na corrente sanguínea sobrecarregam os rins e causam o escurecimento da urina. Não há tratamento específico, e a principal orientação das autoridades é a vigilância contínua e a busca imediata por atendimento médico diante dos sintomas.