A nova estratégia de comunicação montada por Sidônio para Lula

Atualizado em 1 de fevereiro de 2026 às 14:38
O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira ao ladoi do presidente Lula. Foto: Divulgação

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, planeja ampliar a presença pública do presidente Lula nos próximos meses. A avaliação interna no governo é de que o chefe do Executivo pode e deve falar mais, com o objetivo de pautar o noticiário e ocupar espaço no debate político. Com informações de Lauro Jardim, no Globo.

Desde que assumiu a Secom, em janeiro de 2025, ele trabalhava com a ideia de permanecer no cargo por cerca de um ano. O plano inicial previa sua saída no começo de 2026, para se dedicar integralmente à estratégia de reeleição de Lula já no período de pré-campanha.

Esse cronograma, no entanto, foi revisto. De acordo com informações publicadas pelo jornal ‘O Globo’, ele acertou com o presidente uma mudança de rota. A nova previsão é que ele permaneça à frente da Secom até junho, quando deixará oficialmente o ministério para assumir, em tempo integral, o marketing da campanha presidencial.

A permanência por mais alguns meses no comando da comunicação é vista como estratégica. O objetivo é ajustar a atuação do governo na relação com a imprensa e reforçar a presença direta de Lula em temas considerados prioritários pelo Palácio do Planalto, especialmente em um cenário político cada vez mais antecipado pela disputa eleitoral.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira ao ladoi do presidente Lula. Foto: Divulgação

Nesse período, Sidônio pretende estimular uma postura mais ativa do presidente, com discursos, entrevistas e intervenções públicas mais frequentes. A avaliação no entorno do governo é de que Lula tem capital político e capacidade de comunicação suficientes para influenciar a agenda diária e responder a críticas de forma mais direta.

Mesmo após deixar formalmente a Secom, ele seguirá próximo do centro do poder. A ideia é que ele conduza a fase inicial da pré-campanha ainda instalado no Palácio do Planalto, mantendo interlocução constante com o núcleo político e com a equipe de comunicação do governo.

A transição para o trabalho exclusivamente eleitoral deve ocorrer de forma gradual. Segundo aliados, o ministro só deixará o ambiente institucional quando o clima de campanha estiver mais intenso, passando então a atuar diretamente no campo político-partidário.

A estratégia reflete uma leitura de que a comunicação presidencial terá papel central na disputa de 2026. Ao ampliar a voz de Lula no noticiário, o governo busca consolidar narrativas, reagir com mais rapidez a crises e preparar o terreno para o embate eleitoral que se aproxima.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 27 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.