
O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, planeja ampliar a presença pública do presidente Lula nos próximos meses. A avaliação interna no governo é de que o chefe do Executivo pode e deve falar mais, com o objetivo de pautar o noticiário e ocupar espaço no debate político. Com informações de Lauro Jardim, no Globo.
Desde que assumiu a Secom, em janeiro de 2025, ele trabalhava com a ideia de permanecer no cargo por cerca de um ano. O plano inicial previa sua saída no começo de 2026, para se dedicar integralmente à estratégia de reeleição de Lula já no período de pré-campanha.
Esse cronograma, no entanto, foi revisto. De acordo com informações publicadas pelo jornal ‘O Globo’, ele acertou com o presidente uma mudança de rota. A nova previsão é que ele permaneça à frente da Secom até junho, quando deixará oficialmente o ministério para assumir, em tempo integral, o marketing da campanha presidencial.
A permanência por mais alguns meses no comando da comunicação é vista como estratégica. O objetivo é ajustar a atuação do governo na relação com a imprensa e reforçar a presença direta de Lula em temas considerados prioritários pelo Palácio do Planalto, especialmente em um cenário político cada vez mais antecipado pela disputa eleitoral.

Nesse período, Sidônio pretende estimular uma postura mais ativa do presidente, com discursos, entrevistas e intervenções públicas mais frequentes. A avaliação no entorno do governo é de que Lula tem capital político e capacidade de comunicação suficientes para influenciar a agenda diária e responder a críticas de forma mais direta.
Mesmo após deixar formalmente a Secom, ele seguirá próximo do centro do poder. A ideia é que ele conduza a fase inicial da pré-campanha ainda instalado no Palácio do Planalto, mantendo interlocução constante com o núcleo político e com a equipe de comunicação do governo.
A transição para o trabalho exclusivamente eleitoral deve ocorrer de forma gradual. Segundo aliados, o ministro só deixará o ambiente institucional quando o clima de campanha estiver mais intenso, passando então a atuar diretamente no campo político-partidário.
A estratégia reflete uma leitura de que a comunicação presidencial terá papel central na disputa de 2026. Ao ampliar a voz de Lula no noticiário, o governo busca consolidar narrativas, reagir com mais rapidez a crises e preparar o terreno para o embate eleitoral que se aproxima.