
O governo do presidente Donald Trump anunciou, nesta segunda-feira (2), que agentes federais de imigração passarão a utilizar câmeras corporais durante operações. A medida se aplica aos membros do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos e da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.
O anúncio foi feito pela secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e passa a valer imediatamente para agentes de campo em Minneapolis. A cidade registrou, em janeiro, duas mortes durante abordagens de agentes federais, nos dias 7 e 24.
Segundo Noem, a ampliação do uso das câmeras ocorrerá gradualmente em todo o país. A secretária afirmou que os agentes serão equipados “à medida que o financiamento for disponibilizado”. Em publicação nas redes sociais, declarou: “Esse é o governo mais transparente da história americana —obrigado, presidente Trump. Faça a América segura de novo”.
I just spoke with @RealTomHoman @ICEDirector @CBPCommissioner. Effective immediately we are deploying body cameras to every officer in the field in Minneapolis.
As funding is available, the body camera program will be expanded nationwide. We will rapidly acquire and deploy body…
— Secretary Kristi Noem (@Sec_Noem) February 2, 2026
O uso de câmeras corporais era uma das exigências apresentadas por parlamentares do Partido Democrata durante a disputa orçamentária que envolve o Departamento de Segurança Interna dos EUA, órgão responsável pelo ICE e pelo CBP. O tema passou a integrar as negociações sobre o financiamento do governo federal.
Após acordo firmado no Senado, foi aprovado um pacote que garante recursos para o funcionamento do governo até setembro de 2026. O financiamento do DHS, no entanto, foi separado do texto principal e ficou limitado a um prazo de duas semanas, mantendo a discussão aberta no Congresso.
Parlamentares democratas defendem a inclusão de outras medidas relacionadas às operações de imigração, como a exigência de mandados judiciais e a proibição do uso de máscaras por agentes. Republicanos, por sua vez, argumentam que restrições adicionais podem afetar a política migratória do governo. Enquanto o impasse persiste, a aprovação definitiva do orçamento segue pendente na Câmara dos Representantes.