
O advogado Eder Fior afirmou que o ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Turra, de 19 anos, está preso “por ser branco e de classe média”. A declaração foi dada em entrevista ao Metrópoles, no contexto da investigação que apura lesão corporal grave após uma briga em Vicente Pires, que deixou um adolescente de 16 anos internado em estado gravíssimo.
Segundo o defensor, a prisão preventiva seria desproporcional quando comparada a outros casos. “Então, Pedro está preso por ser um jovem, branco, posicionado na sociedade como de classe média, piloto de carro esportivo. Entendemos que a prisão é a medida mais extrema e que só deve ser adotada em casos extremos”, disse.
Ele ainda disse que “os fundamentos adotados para prendê-lo são absurdos” e que a defesa já pediu a revogação da prisão. Eder alegou que medidas cautelares alternativas seriam suficientes. “Nós estamos falando de uma pessoa com 19 anos de idade, que poderia estar com tornozeleira eletrônica, que poderia estar com prisão domiciliar, que poderia ter uma série de medidas cautelares ali estabelecidas”, prosseguiu.
➡️ Advogado de piloto que mandou jovem à UTI: "Foi preso por ser branco e de classe média"
A defesa de Pedro Turra, de 19 anos, pede imparcialidade por parte da Justiça do Distrito Federal e lisura no processo
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Para ele, a prisão teria sido usada como “uma resposta social” diante da repercussão do caso. O advogado também reclamou da atuação da Polícia Civil do Distrito Federal, acusando a corporação de promover uma “espetacularização do caso”.
“O juiz foi enfático em determinar que a polícia não fizesse espetacularização do caso, não expusesse a imagem do Pedro. Não foi o que aconteceu”, disse. Ele citou ainda a coletiva em que o delegado Pablo Aguiar, da 38ª Delegacia de Polícia, chorou ao comentar o episódio.
O caso ocorreu na noite de 22 de janeiro, após uma discussão entre Pedro Turra e o adolescente. Vídeos mostram agressões mútuas até o momento em que um soco faz o menor bater a cabeça em um carro. O jovem foi levado ao Hospital Brasília, em Águas Claras, onde permanece intubado.
Turra afirmou em depoimento que não quis machucar o adolescente e pediu perdão à família. A defesa também questiona o uso de outras acusações antigas para manter a prisão. “Se nós formos julgar quem quer que seja por fatos pretéritos, eu acho que nós vamos prender todo mundo”, declarou o advogado.
Veja a briga:
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Ao fim da briga, o piloto Pedro Arthur Turra Basso voltou ao carro em que estava e, enquanto saía do local, disse "vou te pegar de novo"
Leia na coluna Na Mira, de @carloscarone78
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