Após investigação, polícia pede internação de responsável pela morte do cão Orelha

Atualizado em 3 de fevereiro de 2026 às 21:48
O cão Orelha. Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Santa Catarina pediu a internação de um adolescente apontado como responsável pela morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. A solicitação foi feita após a conclusão do inquérito, finalizado nesta terça-feira (3), e encaminhada ao Ministério Público e ao Judiciário.

O caso foi investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (Deacle) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA). De acordo com a polícia, o pedido de internação se baseia na gravidade do ato, medida equivalente à prisão no sistema penal adulto.

Além da morte de Orelha, a investigação também apura uma tentativa de afogamento contra outro cachorro comunitário, chamado Caramelo, que conseguiu escapar. Por esse episódio, a Polícia Civil fez representação contra quatro adolescentes.

Cachorro Caramelo tomando água. Foto: Reprodução

Três adultos também foram indiciados por coação de testemunha no decorrer das apurações. Segundo a corporação, as investigações apontam envolvimento dos adolescentes nos dois casos relacionados aos animais.

O cão Orelha foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30, na Praia Brava, no Norte da Ilha de Santa Catarina. Conforme a perícia, o animal sofreu uma pancada contusa na cabeça, provocada por um chute ou por um objeto rígido, como um pedaço de madeira.

Ainda segundo a Polícia Civil, 24 testemunhas foram ouvidas durante o inquérito e oito adolescentes chegaram a ser investigados. O jovem apontado como responsável pela agressão fatal foi identificado a partir das roupas utilizadas no momento do crime.