“Geração Z”: Jovem preso por terrorismo guardava substância explosiva no trabalho

Atualizado em 3 de fevereiro de 2026 às 23:24
Itens apreendidos que seriam usados na produção de explosivos. Foto: Reprodução

Um jovem de 18 anos preso em Bauru, no interior de São Paulo, por suspeita de integrar uma organização terrorista internacional guardava nitrato de ureia — substância com potencial explosivo — em um armário de uso privativo no local onde trabalhava, segundo a Polícia Federal. A prisão ocorreu durante uma operação realizada na quinta-feira (29), com apoio do FBI. Com informações do G1.

A prisão ocorreu na quinta-feira (29), durante uma operação da Polícia Federal com apoio do FBI. O suspeito foi identificado como Leonardo Claro Teles Rosa e é investigado por atos preparatórios relacionados a um possível atentado em território brasileiro.

Durante as diligências, os agentes localizaram o nitrato de ureia no armário utilizado pelo jovem na empresa onde ele estava contratado. Embora o composto tenha aplicações industriais e agrícolas, ele é monitorado por órgãos de segurança por poder ser empregado ilegalmente na fabricação de explosivos.

Além da substância química, a Polícia Federal apreendeu outros materiais que, segundo a corporação, poderiam ser utilizados na produção de artefatos explosivos. Também foram cumpridas medidas de acesso a dados eletrônicos e quebra de sigilo telemático do investigado.

Em nota, a empresa Plasútil Indústria e Comércio de Plásticos Ltda. informou que o jovem manteve vínculo empregatício por apenas 23 dias, em contrato de experiência, admitido por meio do sistema de cotas para pessoas com deficiência (PCD).

Nota à imprensa divulgada pela Plaústil sobre funcionário preso pela Polícia Federal em Bauru (SP). Foto: Reprodução

“A prisão não ocorreu nas dependências da empresa, mas sim na residência do investigado, por determinação da Justiça Federal”, afirmou a Plasútil. A empresa acrescentou que, durante as diligências, foram realizadas buscas em um armário de uso privativo do funcionário e declarou “seu reconhecimento e elogio à atuação da Polícia Federal pela competência e eficiência na apuração dos fatos”.