No Estadão, os colunistas liberais apontam para lados opostos. Por Moisés Mendes

Atualizado em 4 de fevereiro de 2026 às 6:58
Fachada do Banco Master. Foto: Reprodução

Escolha a chamada de capa do Estadão a partir do que dizem seus colunistas alinhados com a direita e a extrema-direita, mas que fingem ser liberais.

Esta é a chamada para a coluna de Roseann Kennedy:

“Medo de escândalo do Master pode gerar trégua entre governo Lula e Congresso. Parlamentares apostam em ano legislativo ‘zen’ com o governo diante de pauta contaminada pelo escândalo”.

Matéria da coluna de Roseann Kennedy, do Estadão, sobre o Banco Master. Foto: Reprodução

E esta é a chamada para a coluna de Fernando Schüler:

“Cresce a pressão por uma CPMI abrangente sobre o caso Master no Congresso. Com a recusa do BC de fornecer informações sobre as reuniões de Galípolo com Moraes, surge o questionamento sobre o que interessa ao País: o sigilo ou a transparência?”

Matéria do colunista Fernando Schüler, do Estadão, sobre o Banco Master. Foto: Reprodução

Qual deles estará certo, se as informações dos colunistas são completamente conflitantes? Com uma diferença elementar entre uma e outro: Roseann tem informações, e Schüler tem palpites.

Foi Schüler, o homem do mundo sem fronteiras, quem induziu outros colegas do pensamento ‘liberal’ a acreditarem que Bolsonaro iria governar não com o Centrão, mas com bancadas transversais temáticas.

Aconteceu o que todo mundo sabe, e as bancadas transversais (boi, bala, Bíblia, Faria Lima) foram atravessadas pelas facções de Valdemar Costa Neto, Gilberto Kassab e Ciro Nogueira.

Moisés Mendes
Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim) - https://www.blogdomoisesmendes.com.br/