
O presidente Lula recebeu recentemente cerca de 20 pirarucus como presente e decidiu colocá-los no lago da Granja do Torto, residência de veraneio da Presidência da República. Os peixes, nativos da Bacia Amazônica, foram doados pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Segundo o blog da Julia Duailibi no g1, o presidente foi inicialmente tratado como um gesto simbólico, mas acabou se tornando um problema. Os pirarucus passaram a dividir espaço com jabutis e aves que vivem no lago, mas o comportamento predatório dos peixes mudou a dinâmica do local.
Considerados entre os maiores peixes de água doce do mundo, os pirarucus podem chegar a três metros de comprimento e pesar até 200 quilos. Eles começaram a atacar outros animais do lago, principalmente filhotes de pato introduzidos ali nos últimos meses.
Lula contou o episódio durante um jantar com mais de 20 deputados federais, realizado na quarta (4), na Granja do Torto. De acordo com parlamentares e ministros presentes, o presidente disse que precisou mandar cozinhar os pirarucus porque “estavam matando os outros animais”. Parte do cardápio do encontro, inclusive, incluiu peixes cultivados no próprio lago da residência.

O encontro teve ainda momentos simbólicos. Lula recebeu os deputados ao som de músicas de Geraldo Vandré e pediu que eles “preparassem o coração” para o que seria dito. Na conversa, reconheceu divergências com o Congresso no ano passado, mas afirmou que o balanço da relação foi positivo e agradeceu ao presidente da Câmara, Hugo Motta, pelo apoio em pautas consideradas relevantes.
Além dos episódios pitorescos, o jantar foi interpretado como um gesto político. A presença da primeira-dama Janja, ausente em encontros anteriores, e os acenos de Lula a parlamentares do Centrão sinalizam uma tentativa de reaproximação do Planalto com o Congresso no ano eleitoral.