
O empresário brasileiro Maximiano Fernandes, de 41 anos, foi detido na semana passada por agentes do ICE (Serviço de Imigração dos Estados Unidos). Natural de Porto Alegre (RS), ele vive há cerca de 15 anos na cidade de Stow, em Massachusetts, onde construiu vida familiar e empresarial.
Conhecido como Max, ele é dono do Stow Cafe, cafeteria local que serve café da manhã e almoço. O negócio foi comprado em 2011, em parceria com um sócio, segundo o portal Metro Daily News. Ele chegou aos EUA em 2005, com a intenção inicial de trabalhar em restaurantes da região antes de abrir o próprio estabelecimento.
Casado, o brasileiro é pai de quatro filhos, uma adolescente e três crianças menores, que são trigêmeos. De acordo com o site Boston.com, ele chegou a batizar itens do cardápio da cafeteria em homenagem aos filhos, o que reforçou sua ligação com a comunidade local.

Um usuário do Reddit afirmou ter presenciado a detenção. “Cinco carros cercaram o estacionamento do nosso prédio e covardes mascarados saíram e o levaram. Ele é dono do negócio há mais de 15 anos. É um trabalhador dedicado, pai e marido”, escreveu.
Após a prisão, moradores e autoridades de Massachusetts se mobilizaram em apoio ao empresário. Um senador estadual afirmou que prestaria assistência à família ainda no dia da detenção. O democrata Jamie Eldridge divulgou que se reuniu com Kate Hogan para discutir formas de apoio à esposa e aos filhos de Maximiano.
Segundo Eldridge, o impacto da prisão foi imediato. Ele afirmou ter recebido mais de 20 mensagens de moradores preocupados e destacou o papel social do Stow Cafe. “A família tem laços profundos com Massachusetts, com a América, com a comunidade”, declarou. Fernandes está detido no escritório regional do ICE em Burlington e já conta com representação legal.

De acordo com o Departamento de Segurança Interna dos EUA, o brasileiro foi detido por estar com o visto de turista B2 vencido. Ao jornal The Boston Globe, a secretária adjunta Tricia McLaughlin afirmou que ele permanecerá sob custódia enquanto aguarda “procedimentos de imigração”.
O órgão também citou antecedentes criminais, incluindo atentado ao pudor e agressão contra menor. A polícia de Stow informou que não participou da ação e afirmou que a ordem se relaciona a um caso de 2024 já resolvido no Tribunal Distrital de Concord.