
O vereador bolsonarista Almir Vieira (PP), que já havia desdenhado publicamente do presidente Lula, foi preso em flagrante nesta terça (3) durante uma operação da Polícia Civil em Blumenau (SC), no Vale do Itajaí. A detenção ocorreu no cumprimento de mandados ligados a uma investigação sobre rachadinha e contratações irregulares de empresas junto ao poder público.
Vieira foi encontrado com “altas somas em dinheiro”, o que motivou a prisão em flagrante. O valor exato não foi oficialmente divulgado, mas, segundo o delegado André Gustavo Marafiga, o montante apreendido estaria na casa de R$ 30 mil. O vereador foi levado para prestar esclarecimentos e, após audiência de custódia realizada à tarde, acabou liberado.
Inicialmente, a Polícia Civil informou apenas que duas pessoas haviam sido presas por posse de dinheiro em espécie, caracterizada como “lavagem de capitais”. Pouco depois, a assessoria de Almir Vieira confirmou que ele era um dos detidos e afirmou que se manifestaria por meio de nota oficial.
Em entrevista à Jovem Pan Blumenau no ano passado, o vereador bolsonarista tentou zombar de Lula. Ele foi questionado sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro e respondeu: “Melhor presidente”. Ao ser perguntado sobre o petista, ele riu e disse: “Político”.
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Nas redes sociais, o parlamentar declarou estar “à disposição para todos os esclarecimentos necessários” e disse ter “convicção da inocência”. Ele também afirmou que confia na apuração dos fatos e no trabalho das autoridades responsáveis pelo caso.
A Operação Happy Nation cumpriu mais de 30 mandados de busca e apreensão em Blumenau, Itapema, Balneário Camboriú e Videira. De acordo com a Polícia Civil, a investigação apura crimes de rachadinha, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro, envolvendo supostos pagamentos de propina para contratos com a prefeitura e repasses mensais de ocupantes de cargos públicos.
As investigações tiveram início em 2024, após uma denúncia formal. Ao todo, cerca de 40 policiais participaram da operação. Além do vereador, outras duas pessoas foram presas em flagrante, uma por posse de munição de uso permitido e outra também por portar grande quantia de dinheiro em espécie.
Em nota, a Polícia Civil informou ainda o sequestro de bens dos investigados, incluindo automóveis, como parte das medidas para garantir eventual ressarcimento e aprofundar a apuração patrimonial dos envolvidos.