
O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco deve deixar o PSD logo após o Carnaval para se filiar ao União Brasil, legenda presidida pelo atual chefe da Casa, Davi Alcolumbre. A mudança ocorre após o senador ser preterido pela direção do PSD, comandada por Gilberto Kassab, que decidiu apoiar a pré-candidatura do vice-governador mineiro Mateus Simões (PSD) ao Palácio Tiradentes.
A movimentação partidária acontece em um momento estratégico para o governo federal. O presidente Lula busca montar um palanque competitivo em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. A tradição política local costuma associar o resultado estadual ao desempenho presidencial, fator que amplia o peso da disputa mineira no xadrez nacional.
Conforme apurou o portal ‘Metrópoles’, a ida de Pacheco para o União Brasil abre caminho para uma eventual candidatura ao governo de Minas. A sigla não tem pré-candidato no estado, o que deixa o espaço livre para o senador, caso ele decida disputar o Executivo estadual.
Aliados de Pacheco afirmam que a escolha pelo União Brasil passa por uma tentativa de manter distância tanto da extrema-direita quanto da esquerda. Segundo interlocutores, o senador busca preservar uma imagem de moderação e evitar um alinhamento automático a polos ideológicos mais definidos.

Nesta quinta-feira (5), Lula falou publicamente sobre Pacheco durante entrevista ao UOL e sinalizou que ainda aposta no senador como possível candidato em Minas Gerais.
“Em Minas Gerais, eu posso dizer para você agora, se eu conheço a alma mineira, nós vamos ganhar as eleições de Minas Gerais outra vez. E eu quero dizer aqui em alto e bom som, eu ainda não desisti de você, Pacheco. Você sabe que nós vamos ter uma conversa e acho que você pode ser o futuro governador de Minas”, disse o presidente.
Segundo pessoas próximas ao senador, um encontro entre Lula e Pacheco deve ocorrer após o Carnaval, embora ainda não haja data definida. Pacheco, no entanto, tem demonstrado resistência à ideia de concorrer, alegando cansaço da vida política e o desejo de se afastar do cenário eleitoral.