Lula diz que Alckmin e Haddad “têm um papel para cumprir” em SP

Atualizado em 5 de fevereiro de 2026 às 15:23
Geraldo Alckmin, Lula e Fernando Haddad. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula afirmou nesta quinta (5) que o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, têm um papel a cumprir nas eleições em São Paulo. A declaração foi dada em entrevista ao UOL, em meio às articulações do Planalto para o maior colégio eleitoral do país.

Embora nenhum dos dois tenha manifestado intenção de disputar cargos no estado, Lula indicou que a presença de nomes fortes é estratégica para o projeto eleitoral do governo. O presidente afirmou que ainda não tratou diretamente do tema com os aliados, mas deixou claro que espera participação ativa.

“Eles sabem que têm um papel para cumprir em São Paulo. Eles sabem”, disse. Lula também citou a ministra do Planejamento, Simone Tebet, como outro nome relevante para o cenário paulista. Segundo ele, ainda não houve conversa sobre o assunto, mas setores do PT defendem que ela seja lançada como candidata no estado.

Além de São Paulo, o presidente comentou o cenário em Minas Gerais. Ele voltou a mencionar o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que resiste a disputar o governo estadual, mas segue como alvo das articulações do Palácio do Planalto.

“Eu ainda não desisti de você, viu Pacheco?”, afirmou Lula, ao sugerir que ele pode ser “o futuro governador de Minas Gerais”. Durante a entrevista, o presidente também tratou de pautas que devem ser exploradas na campanha de 2026, como o fim da escala de trabalho 6×1.

Rodrigo Pacheco e Lula. Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Segundo o presidente, o tema precisa ser debatido com o Congresso Nacional, empresários e trabalhadores, como parte de uma atualização das relações de trabalho no país.

O petista argumentou que mudanças no mundo do trabalho justificam a revisão da jornada. “Quem viveu no mundo do trabalho, como eu, sabe que hoje a juventude e as mulheres querem mais tempo”, disse, citando a necessidade de espaço para estudo, família e vida pessoal diante do avanço tecnológico.

Lula afirmou que a proposta não será imposta de forma unilateral. “Essa não é uma tarefa só do governo. Está na hora da gente fazer uma mudança na jornada de trabalho desse país para que o povo tenha mais tempo de estudar, de pensar”, concluiu.

Caique Lima
Caique Lima, 27. Jornalista do DCM desde 2019 e amante de futebol.