
Documentos médicos e trocas de e-mails divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicam que Jeffrey Epstein relatava “baixa libido” e chegou a buscar medicamentos com promessa de aumento do pênis. Os registros apontam ainda baixos níveis de testosterona e queixas persistentes relacionadas à saúde sexual.
Epstein foi condenado em 2008 por crimes ligados à exploração de menores e, anos depois, voltou a ser investigado sob a acusação de comandar uma rede de tráfico sexual de adolescentes. Os documentos agora tornados públicos fazem parte de um amplo acervo reunido pelas autoridades federais.
Entre os dados revelados, constam históricos médicos que indicam infecções sexualmente transmissíveis recorrentes. Os registros citam, por exemplo, diagnósticos de gonorreia ao longo de diferentes períodos, o que reforça a frequência de problemas de saúde associados à vida sexual do financista.

Os arquivos também mencionam que, em 2012, Epstein recebeu um e-mail de um remetente identificado como “Dr. Maxman”, oferecendo medicamentos com a promessa de aumento peniano. Não há, contudo, confirmação de que ele tenha feito uso desses produtos.
Laudos produzidos ao longo de vários anos mostram que Epstein apresentava níveis de testosterona muito abaixo do considerado saudável. Em relatos feitos a médicos, ele afirmava que essa condição persistia havia cerca de 10 a 15 anos, associando o quadro à queda da libido.
Apesar das reclamações recorrentes, Epstein demonstrava resistência a iniciar terapias hormonais. Em uma mensagem enviada a um médico na madrugada de 24 de abril de 2015, ele relatou ter um padrão de sono irregular e questionou se o déficit hormonal prolongado estaria afetando seu organismo de forma mais intensa naquele momento.