Lula marca reunião com Hugo Motta para acertar fim da escala 6×1; saiba quando

Atualizado em 6 de fevereiro de 2026 às 7:31
O presidente Lula (PT) e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Foto: Reprodução

O presidente Lula (PT) acertou com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), uma reunião na próxima semana para tratar da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. O encontro deve servir para alinhar o encaminhamento político da medida no Congresso Nacional, conforme informações da CNN Brasil.

A reunião contará também com a participação da ministra Gleisi Hoffmann e do ministro Guilherme Boulos. Ambos estiveram presentes no jantar realizado nesta quarta-feira (4), quando o tema foi discutido.

Durante a conversa, Lula destacou que considera ideal a adoção de uma escala máxima de 5×2. O projeto original apresentado previa um regime ainda mais restritivo, com jornada de quatro dias de trabalho e três de descanso.

A proposta também inclui a redução da jornada semanal para 40 horas, com a possibilidade de diminuição gradual para 36 horas. O setor produtivo se posiciona contra essas mudanças.

Apoio político e tramitação

Segundo interlocutores, Hugo Motta demonstrou simpatia pela proposta e afirmou ao presidente que há ambiente político para aprovar a iniciativa ainda no primeiro semestre deste ano, antes do período eleitoral.

A intenção do comando da Câmara é iniciar a tramitação do projeto na última semana deste mês. A escolha do relator deve recair sobre um nome de centro, estratégia considerada fundamental para reduzir resistências entre parlamentares da direita.

Plenário da Câmara dos Deputados em votação do PL da Dosimetria
Plenário da Câmara dos Deputados. Foto: Reprodução

Aposta eleitoral do Planalto

O Palácio do Planalto vê o fim da escala 6×1 como uma das principais bandeiras de Lula para as eleições deste ano, ao lado da ampliação de direitos para entregadores e motoristas de aplicativos.

A iniciativa faz parte do esforço do governo para se reaproximar da classe trabalhadora, especialmente dos trabalhadores informais, grupo que demonstrou maior proximidade com a direita nas eleições municipais em São Paulo.

Como parte dessa estratégia, o presidente criou um núcleo específico no Palácio do Planalto voltado ao diálogo com trabalhadores informais, com o objetivo de reforçar a conexão entre esse público e a agenda do governo federal.