
Ao depor à Polícia Federal (PF) nesta semana, Jair Bolsonaro (PL) negou ter cometido crime contra o presidente Lula (PT) em uma postagem de março de 2025 na qual associou o petista à cachaça. O ex-mandatário afirmou que escreveu a mensagem dentro de um contexto político e que, por isso, ela não configuraria injúria, conforme informações do colunista Paulo Cappelli, do Metrópoles.
Bolsonaro sustentou ainda que a publicação não teve o objetivo de ferir a honra pessoal de Lula. Na mensagem que motivou a investigação, ele rebateu uma declaração em que Lula disse que o ex-presidente planejou seu assassinato.
“Lula, cachaça, o brasileiro sabe de sua índole e de como você chegou até aqui. Só um imbecil ou um canalha compra esse papo de plano de assassinato. A única pessoa que tentaram matar fui eu, em uma ação de antigo militante do PSol, seu braço político de primeira hora. Não conseguiram! Esse foi o grande erro de vocês, como admitiu José Dirceu”, escreveu no X.
A investigação apura se Bolsonaro cometeu calúnia ao imputar a Lula uma falsa associação com traficantes de drogas do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.
As declarações do ex-presidente também são de março de 2025 e fazem referência ao episódio em que Lula foi a um evento no Alemão e usou um boné com a sigla CPX, durante a campanha eleitoral de 2022.
Naquela época, circularam nas redes sociais informações falsas de que “CPX” seria uma referência a uma facção criminosa.
O crime de injúria é passível de pena de 1 mês a 6 meses de prisão, além de multa.
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