
A influencer e advogada argentina Agostina Páez, acusada de fazer gestos racistas no Brasil (imitando um macaco e gritando ‘negro de merda’ para um garçom), foi detida hoje em uma delegacia do Rio de Janeiro.
A mulher de 29 anos estava em liberdade condicional e chegou a ser transferida para o Complexo Penitenciário de Bangu. O caso é chamada de capa dos jornais argentinos. No fim da tarde, ela foi libertada.
A imitação aconteceu em 14 de janeiro em Ipanema, num desentendimento num bar. Agostina usa tornozeleira e teve o passaporte retido. Qual é a lição do caso? Argentino, se for racista, pode ser detido no Brasil.
Se for racista brasileiro, aí fica solto. A situação da moça é complicada, porque ela desafiou o Ministério Público, que pediu sua prisão.
A racista argentina deveria ter conversado com racistas brasileiros para saber como poderia ter escapado de passar algumas horas na cadeia.
Mas NÃO TEM PREÇO ASSISTIR A Uma Turista Argentina RACISTA SENDO PRESA pic.twitter.com/WRTJiomEDB
— Sérgio A J Barretto (@SergioAJBarrett) February 6, 2026
O jornal Página 12 informa que Agostina é conhecida como influenciadora em Santiago del Estero. É filha de Mariano Páez, empresário que no ano passado foi denunciado e preso por violência de gênero.
Pai e filha têm problemas. Mas há um detalhe curioso na reportagem do jornal. O Página 12 informa que a Justiça brasileira é rigorosa com casos de racismo e que situações como a enfrentada pela influencer podem levar um racista a cumprir até cinco anos de cadeia.
Se alguém encontrar um racista preso, não por cinco, mas por um ano que seja, que nos informe quem é e onde está encarcerado.
O condenado e preso pode ser argentino, brasileiro, francês ou americano. Procurem um racista condenado e preso e salvem a notícia do Página 12 sobre o rigor da Justiça brasileira.