
Denunciado pelo Ministério Público de São Paulo por corrupção ativa, o dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, costumava se referir ao auditor fiscal Arthur Gomes da Silva Neto pelo sugestivo apelido de “King” (Rei, em tradução para o português), segundo a denúncia apresentada pela Promotoria.
De acordo com a denúncia do MP, Arthur Gomes da Silva Neto e Alberto Toshio Murakami são apontados como operadores de uma “trama que teria gerado cerca de R$ 1 bilhão em propinas”, envolvendo auditores da Fazenda do Estado de São Paulo.
O documento afirma que Sidney Oliveira chamava os dois auditores de “amigos”. Arthur Gomes é descrito como o principal articulador da engrenagem do esquema e identificado internamente pelo apelido de “King”.

A Promotoria também cita mensagens trocadas pela assistente pessoal de Sidney Oliveira, Jane Gonçalves do Nascimento, denunciada por corrupção ativa. Em um dos diálogos transcritos, ela escreveu: “Sr. Sidney, o amigo ligou, falou que precisa falar urgente”. Questionada sobre quem seria, respondeu: “O King”.
Segundo os promotores do Gedec, os repasses ocorreriam “em troca dos favores criminosos prestados pelos agentes públicos e seus comparsas”, com pagamentos descritos como “vultosos valores, pagos em espécie”.
A denúncia reúne mensagens, documentos e outros elementos colhidos durante a investigação que detalham contatos, encontros e entregas atribuídos aos envolvidos. O caso segue em tramitação na Justiça de São Paulo.