Quem era Rodrigo Castanheira, adolescente que morreu após agressão em Águas Claras

Atualizado em 7 de fevereiro de 2026 às 14:00
Rodrigo Castanheira no meio de montagem, sério, olhando para a câmera
O estudante Rodrigo Castanheira – Reprodução

Rodrigo Castanheira, de 16 anos, era estudante do ensino médio e morador de Águas Claras, no Distrito Federal. Descrito por colegas e professores como tranquilo e afetuoso, ele mantinha uma rotina ligada à escola, aos amigos e à família. A morte do jovem foi confirmada neste sábado (7) pelo delegado Pablo Aguiar, responsável pela investigação das agressões que levaram à internação do estudante.

A escola onde Rodrigo estudava publicou homenagens nas redes sociais após a confirmação do óbito. Em mensagem divulgada à comunidade escolar, a instituição afirmou viver um momento de profunda dor e destacou que o adolescente “deixa uma história, marcas de afeto e memórias que permanecerão vivas”. Colegas relataram que ele era conhecido pela convivência próxima com amigos e pelo comportamento respeitoso no ambiente escolar.

Um dos professores de Rodrigo, Alair Neto, também se manifestou publicamente. Em publicação nas redes sociais, o docente se referiu ao aluno como “filho” e “amigo”, relatando a relação próxima construída em sala de aula. Segundo o professor, o estudante era participativo, mantinha diálogo constante com educadores e demonstrava interesse pelas atividades escolares.

Rodrigo foi agredido após um desentendimento com o piloto de Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos. De acordo com a investigação, a discussão teve início por causa de um comentário feito pelo adolescente sobre um chiclete que havia sido jogado em um colega. Após a troca de palavras, Pedro desceu do carro e passou a agredir o jovem.

Durante a agressão, Rodrigo bateu a cabeça na porta de um veículo, sofreu traumatismo craniano e ficou cerca de 12 minutos em parada cardiorrespiratória. Ele foi socorrido, internado em estado grave e permaneceu hospitalizado em coma induzido até a confirmação da morte. O caso gerou comoção entre familiares, amigos e membros da comunidade escolar.

Pedro Arthur Turra Basso foi preso inicialmente um dia após as agressões e liberado após pagamento de fiança de R$ 24,3 mil. Posteriormente, voltou a ser detido por suspeita de tentativa de interferência nas investigações e permanece preso no Complexo da Papuda.

A acusação, que era de lesão corporal gravíssima, deve ser reclassificada para homicídio culposo. Além desse episódio, o piloto é investigado por outras três ocorrências registradas em 2025, envolvendo fornecimento de bebida alcoólica a menor, lesão corporal e constrangimento ilegal.

Jessica Alexandrino
Jessica Alexandrino é jornalista e trabalha no DCM desde 2022. Sempre gostou muito de escrever e decidiu que profissão queria seguir antes mesmo de ingressar no Ensino Médio. Tem passagens por outros portais de notícias e emissoras de TV, mas nas horas vagas gosta de viajar, assistir novelas e jogar tênis.