
O Pentágono anunciou que encerrará todos os seus vínculos acadêmicos com a Universidade de Harvard. A decisão faz parte do confronto do governo de Donald Trump com a instituição, que envolve cortes de verbas federais e críticas à orientação acadêmica da universidade. Com informações do Globo.
Em comunicado divulgado na sexta-feira (7), o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que oficiais militares enviados a Harvard retornaram com formação considerada inadequada aos objetivos das Forças Armadas. Segundo ele, a universidade promove ideologias que não contribuem para a atuação militar.
Hegseth informou que, a partir do ano letivo de 2026/2027, o Departamento de Defesa descontinuará cursos de pós-graduação profissional militar, bolsas de estudo e programas de certificação oferecidos em Harvard. A medida valerá apenas para novos alunos; militares já matriculados poderão concluir seus cursos.

Embora o comunicado não cite unidades específicas, a decisão atinge diretamente a Escola Kennedy, responsável por programas de políticas públicas e por bolsas voltadas a oficiais em meio de carreira. O próprio Hegseth concluiu mestrado na escola em 2013 e devolveu o título em 2022, em protesto contra conteúdos ligados à teoria crítica da raça.
Além das críticas ao que chama de “cultura woke”, Hegseth mencionou o financiamento chinês a pesquisas acadêmicas, associando-o ao Partido Comunista Chinês, e acusou Harvard de falhas na prevenção de episódios de antissemitismo em seu campus.
O embate com Harvard integra uma ofensiva mais ampla do governo Trump contra o ensino superior. Na segunda-feira (5), o presidente afirmou que exigirá US$ 1 bilhão da universidade para encerrar o impasse sobre financiamento federal, proposta rejeitada pela instituição. Hegseth também declarou que outros programas militares em universidades da Ivy League e instituições civis passarão por reavaliação.