
O fisioterapeuta Flávio Henrique Fleury lamentou, nas redes sociais, a morte do sobrinho Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos, ocorrida na manhã deste sábado. O adolescente estava internado havia 16 dias, em coma, após ser agredido pelo piloto e empresário Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos.
“Sim, é verdade, o Rodrigo não resistiu”, escreveu Fleury. Em outra publicação, afirmou que “acabaram com uma pessoa maravilhosa de forma gratuita”. O tio também compartilhou uma imagem em que o sobrinho aparece representado como um anjo.
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Um post compartilhado por Flavio Henrique Fleury (@flaviohenriquetfleury)
O advogado da família, Albert Halex, classificou a morte como “retrato de uma maldade que nos revolta profundamente”. Em texto divulgado, afirmou que a atuação no caso vai além da esfera judicial e que buscará responsabilização nos limites da lei.
Pedro Arthur Turra está preso preventivamente desde 2 de fevereiro, no Centro de Detenção Provisória do Complexo Penitenciário da Papuda. Na sexta-feira (6), o Superior Tribunal de Justiça negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. A agressão ocorreu durante uma briga na porta de um condomínio, quando Rodrigo sofreu traumatismo craniano grave ao bater a cabeça contra um carro.
A Polícia Civil concluiu que a versão inicial de que a briga teria começado por causa de um chiclete não se sustenta. Segundo os investigadores, os elementos reunidos indicam um possível acerto de contas motivado por ciúmes envolvendo a ex-namorada de um amigo de Pedro Turra. A apuração segue sob segredo de Justiça.
De acordo com o delegado Pablo Aguiar, responsável pelo caso, áudios, mensagens e testemunhos afastaram a hipótese de discussão banal. A defesa da vítima sustenta que a agressão foi premeditada e que Rodrigo teria sido chamado para fora pouco antes do ataque.
O advogado de Pedro Turra, Eder Fior, pediu desculpas após declarar que o cliente estaria preso “por ser branco e de classe média”. Em nota posterior, afirmou que a fala foi descontextualizada e disse criticar o que chamou de seletividade do sistema e da repercussão pública do caso.
Fior também criticou o delegado responsável pela investigação por chorar durante entrevista coletiva e por declarações feitas à imprensa. Pablo Aguiar afirmou que a prisão preventiva é necessária diante da gravidade dos fatos e do comportamento reiterado do investigado, apontando que as investigações indicam um padrão de atuação em confrontos.
Com a repercussão do caso, a Polícia Civil passou a apurar outras quatro denúncias envolvendo Pedro Arthur, sendo três agressões anteriores e uma tentativa de fornecer bebida alcoólica a uma adolescente. A Fórmula Delta anunciou o desligamento do piloto da temporada 2026. Pedro responde por lesão corporal grave e tentativa de homicídio, com prisão preventiva sem prazo definido.