Lula diz que eleição será “guerra” e decreta fim do “Lulinha paz e amor”

Atualizado em 7 de fevereiro de 2026 às 22:01
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de camisa social vermelha e boné azul, em pé, andando e falando em microfone, sério, sem olhar para a câmera
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em evento do PT – Reprodução/YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (7) que a próxima eleição presidencial será uma “guerra” e declarou o fim da postura conhecida como “Lulinha paz e amor”. A declaração foi feita durante o evento que celebrou os 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), realizado em Salvador, na Bahia.

Ao discursar para militantes e lideranças partidárias, Lula disse que as redes sociais têm causado mais prejuízos do que benefícios ao debate público e defendeu uma postura mais agressiva no enfrentamento às fake news. Segundo ele, a estratégia de reação precisa mudar diante do cenário eleitoral.

“Eles são desaforados e nós não podemos ficar sendo quietinhos. Não tem essa mais de Lulinha paz e amor. Essa eleição vai ser uma guerra, e nós vamos ter que estar preparados para ela”, afirmou o presidente, ao convocar a militância a reagir às mentiras disseminadas durante a campanha.

Lula também declarou que a disputa eleitoral vai além de um embate entre projetos políticos e envolve a defesa da democracia. Para o presidente, o resultado da eleição não será decidido apenas pelo histórico de governos, mas pela capacidade de comunicação política do partido.

“O que vai ganhar essas eleições é a nossa narrativa política”, disse. Ele alertou aliados para não subestimarem adversários e afirmou que a construção dessa narrativa será determinante ao longo da campanha.

O evento contou com a presença de ministros do governo e lideranças de partidos aliados, como PSB, PCdoB e Psol. A celebração do aniversário do PT marcou o início formal da pré-campanha de Lula para as eleições presidenciais de 2026.