
O nome do secretário da Marinha dos Estados Unidos, John Phelan, aparece em um manifesto de voo relacionado a Jeffrey Epstein, divulgado recentemente por autoridades americanas. O documento indica que Phelan esteve a bordo de um avião particular de Epstein em março de 2006, em um voo de Londres para Nova York.
Segundo o manifesto, Phelan viajou com outros 12 passageiros, incluindo o próprio Epstein e o agente de modelos francês Jean-Luc Brunel, associado próximo do financista. O voo ocorreu em 3 de março de 2006, a bordo de um Boeing 727 pertencente a Epstein, e teve parte dos nomes ocultados para preservar vítimas e informações sensíveis.
Um amigo próximo confirmou à CNN que Phelan estava no voo, mas afirmou que essa teria sido a única interação entre ele e Epstein. De acordo com o relato, o então empresário do setor financeiro foi convidado a viajar por Jimmy Cayne, ex-CEO do banco Bear Stearns, e só teria descoberto que a aeronave pertencia a Epstein após a chegada ao destino.

Ainda segundo o amigo, durante o voo Epstein apresentou aos passageiros um conceito tributário, que não despertou interesse de Phelan, e não houve contato posterior entre os dois. A CNN informou que não há indícios de que o atual secretário soubesse de irregularidades cometidas por Epstein à época da viagem.
Epstein seria formalmente indiciado meses depois, em julho de 2006, na Flórida, por solicitação de prostituição. Ele morreu em 2019 em uma prisão de Nova York enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores. Os documentos fazem parte de um lote divulgado pelo Comitê de Supervisão da Câmara dos Estados Unidos.
John Phelan foi confirmado como secretário da Marinha em março de 2025, após carreira no setor financeiro e atuação como arrecadador de fundos do presidente Donald Trump. Outros nomes ligados ao governo Trump também aparecem nos arquivos de Epstein, mas até o momento nenhuma acusação formal foi apresentada contra os citados.