
As investigações sobre o caso Banco Master avançaram com a análise de celulares apreendidos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em um dos aparelhos, a Polícia Federal encontrou mensagens que fazem referência direta a uma “autoridade da República”, citada em cobranças relacionadas à liberação de pagamentos. O conteúdo passou a integrar o material examinado pelos investigadores.
Segundo apuração, uma das mensagens partiu do pastor Fabiano Zettel, apontado como operador de transações do grupo. Ele pressionava pela liberação de recursos sob a justificativa de estar sendo cobrado de forma insistente por essa autoridade. O teor da troca elevou o grau de sensibilidade do inquérito.
O avanço das apurações levou a um alerta informal a ministros do Supremo Tribunal Federal. Integrantes da Corte foram informados de que o desenrolar do caso Master pode atingir personagens com trânsito institucional relevante, ampliando o alcance político e institucional da investigação.
Nesse contexto, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República passaram a mirar com mais atenção a Maridt Participações, empresa que pertence oficialmente aos irmãos do ministro Dias Toffoli — o padre José Carlos Toffoli e o engenheiro José Eugênio Toffoli. A empresa foi sócia do resort Tayayá, um dos principais focos do inquérito, e vendeu sua participação no empreendimento em 2025.

Investigadores buscam esclarecer se a Maridt prestava serviços de consultoria e se mantinha contratos de prestação de serviços com escritórios de advocacia, com pagamentos mensais recorrentes. Um dos pontos centrais da apuração é identificar a quem, exatamente, os valores recebidos pela empresa eram destinados.
O caso Tayayá também levou os investigadores a analisar a atuação de parentes do ministro, como um primo apontado como personagem-chave na estrutura do resort. A expectativa é que a quebra de sigilos e o cruzamento de dados financeiros e de comunicações ajudem a esclarecer a rede de relações empresariais e institucionais ligadas ao caso Master.