Tudo sobre a prisão e a soltura da esposa do cantor bolsonarista Henrique

Atualizado em 8 de fevereiro de 2026 às 21:28
Amanda Vasconcelos, mulher do cantor sertanejo Henrique, foi detida em Orlando. Foto: Reprodução

A empresária Amanda Vasconcelos Tavares Reis, de 28 anos, foi solta pela Justiça dos Estados Unidos após passar uma noite presa no Condado de Orange, em Orlando, na Flórida. Ela é casada com o cantor bolsonarista Henrique, da dupla com Juliano, e havia sido detida após uma abordagem policial relacionada a infrações de trânsito e à desobediência a ordens de parada.

A prisão ocorreu depois que Amanda foi flagrada dirigindo de forma irregular na região da South International Drive, uma das principais vias de Orlando. Segundo o relatório policial, ela conduzia uma picape Ram ocupando duas faixas de rolamento ao mesmo tempo e utilizando a seta de maneira incompatível com a manobra realizada.

Ao checar a placa do veículo, os agentes constataram que a motorista não possuía habilitação válida exigida para residentes no estado da Flórida. De acordo com a polícia, os agentes acionaram luzes e sirenes para realizar a abordagem, mas a motorista não parou.

O documento registra que o veículo seguiu em velocidade normal, passando por diversos pontos onde seria possível encostar com segurança. Diante da recusa, os policiais encerraram o acompanhamento na via pública e utilizaram os dados do registro do veículo para localizar a condutora posteriormente.

A empresária foi encontrada em sua residência no bairro Doctor Phillips, onde a picape estava estacionada na garagem. Ao ser questionada pelos policiais, Amanda confirmou que dirigia o veículo, mas afirmou inicialmente que “não achou que estivesse sendo abordada”.

Ela foi algemada em frente à casa e informada de seus direitos constitucionais, os chamados Direitos de Miranda, em português, com auxílio de um tradutor. Amanda responde a duas acusações formais registradas pelo Gabinete do Xerife do Condado de Orange, além de uma infração de trânsito.

A mais grave é a de fuga e evasão da polícia, classificada como crime grave de terceiro grau, por ignorar ordem de parada de uma viatura sinalizada. Ela também foi acusada de conduzir veículo sem carteira de motorista válida, considerada contravenção de segundo grau pela legislação local.

Fotos da residência de Amanda Vasconcelos, localizada na Flórida, registradas em outubro de 2024. Foto: Reprodução

No momento da abordagem, a empresária apresentou sua Carteira Nacional de Habilitação brasileira em formato digital, mas o documento não foi aceito. As autoridades americanas consideraram que Amanda se enquadra como residente legal no estado, já que possui visto válido até 2032 e mantém endereço fixo na Flórida.

Pela lei local, pessoas nessas condições são obrigadas a portar habilitação emitida no próprio estado. O relatório policial também aponta versões divergentes apresentadas por Amanda durante o depoimento.

Em um primeiro momento, ela afirmou não ter percebido que a ordem de parada era direcionada a ela. Em seguida, disse que não ouviu os sinais sonoros ou visuais. Posteriormente, declarou que percebeu a sirene, mas acreditou que outro veículo seria o alvo da abordagem, alegando ter tentado abrir caminho.

Após os procedimentos iniciais, Amanda foi encaminhada ao Booking and Release Center e levada à unidade conhecida como Divisão 10, onde passou a noite detida. No dia seguinte, ela participou da audiência de custódia no Tribunal do Condado de Orange, acompanhada por dois advogados constituídos por um escritório local.

Na terça-feira (3), o juiz Vincent Falcone determinou a soltura da empresária sob o regime de ROR, sigla para Release on Recognizance, ou liberação mediante termo de compromisso. Foi estipulada fiança de US$ 500 referente à acusação de fuga, além de multa no mesmo valor pela condução sem habilitação local.

Amanda assinou um termo se comprometendo a informar qualquer mudança de endereço à Justiça e a comparecer ao tribunal sempre que for convocada, sob risco de novo mandado de prisão.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 28 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.