PF consegue quebrar criptografia e acessar dados do celular de Vorcaro

Atualizado em 9 de fevereiro de 2026 às 9:36
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) conseguiu quebrar a criptografia e acessar dados do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no avanço das investigações sobre a atuação da instituição financeira. O conteúdo extraído está sendo organizado para envio ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), conforme informações do blog de Gustavo Uribe, da CNN Brasil.

A PF submeteu o aparelho de Vorcaro a uma ferramenta especializada de quebra de criptografia após o empresário se recusar a fornecer a senha de um iPhone de última geração.

Segundo relatos, o celular ainda contava com uma camada adicional de proteção, o que levou os investigadores a utilizarem um software capaz também de recuperar informações deletadas.

Os dados extraídos estão em fase de compilação e deverão ser compartilhados com o STF e com a PGR, ampliando o alcance do inquérito que apura irregularidades envolvendo o Banco Master.

Mensagens citam “autoridade da República”

Em um dos aparelhos de Vorcaro, a PF encontrou referências diretas a uma “autoridade da República”, citada em cobranças relacionadas à liberação de pagamentos. O material passou a integrar o conjunto probatório do caso.

Segundo a apuração, uma das mensagens partiu do pastor Fabiano Zettel, apontado como operador de transações do grupo. Ele pressionava pela liberação de recursos sob a justificativa de estar sendo cobrado de forma insistente por essa autoridade, o que elevou o grau de atenção dos investigadores sobre possíveis interferências externas.

Encaminhamento ao STF e CPMI do INSS

Com a recente aquisição de novos softwares para romper criptografias avançadas, a Polícia Federal ampliou sua capacidade técnica de análise de dispositivos eletrônicos. O ministro Dias Toffoli deve autorizar o compartilhamento dos dados extraídos com a CPMI do INSS.

Vorcaro, inclusive, deverá prestar depoimento ao colegiado parlamentar no dia 19, após o feriado de carnaval. A defesa do banqueiro sinalizou que pretende limitar o escopo das respostas.

Além das irregularidades atribuídas ao Banco Master, a Polícia Federal investiga se houve pressão do empresário sobre autoridades para evitar a liquidação da instituição.

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Fachada do banco Master. Foto: Reprodução