Bolsonaristas surtam com Bad Bunny no Super Bowl: “Lixo comunista”

Atualizado em 9 de fevereiro de 2026 às 16:40
O cantor Bad Bunny. Foto: Divulgação

O show do cantor Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, realizado neste domingo (8), foi um manifesto político que reverberou tanto na Casa Branca quanto nas redes sociais do mundo todo, incluindo o Brasil. Com mais de 135 milhões de telespectadores, a apresentação se tornou a mais assistida da história do Super Bowl, mas sua importância foi além dos números.

Entre os bolsonaristas, o show foi alvo de duras críticas. No X, usuários chamaram a performance do artista porto-riquenho de “lixo” e “show de horrores”, enquanto outros o classificaram como “fraco” e “lixo comunista”.

“Show de merda, com certeza os esquerdistas fizeram de propósito. O cara não é conhecido e não ficará conhecido”, disse um perfil do X. “Latino rebolando e roubando fio nos postes, como achar isso bom?”, comentou outro apoiador de Bolsonaro, que não entendeu uma das várias referências políticas que aparecem no show.

Trump, por sua vez, não deixou de reagir. O presidente dos Estados Unidos detonou publicamente o show de Bad Bunny, descrevendo-o como uma “afronta à grandeza dos EUA”. No entanto, sua crítica acabou gerando o efeito contrário, amplificando a mensagem de resistência que Bad Bunny transmitiu no palco. Para muitos observadores, esse movimento de Trump foi uma tentativa de diminuir o impacto do evento, mas o resultado foi apenas fortalecer a mobilização em torno do cantor.

A combinação do sucesso estrondoso de Bad Bunny e a polêmica envolvendo o presidente americano, especialmente após a circulação de um vídeo racista relacionado a Trump, é vista como um “tiro no pé” para o republicano.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 28 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.