MP abre investigação após superlotação e tumulto em megablocos em SP

Atualizado em 9 de fevereiro de 2026 às 20:20
Policial militar tenta conter foliões durante superlotação em bloco de pré-carnaval na Rua da Consolação, no centro de São Paulo. Foto: Reprodução

O Ministério Público de São Paulo instaurou nesta segunda-feira (9) uma investigação para apurar a superlotação registrada durante desfiles de megablocos de carnaval na Rua da Consolação, no centro da capital paulista. O tumulto ocorreu no domingo (8), quando dois grandes blocos se concentraram no mesmo local em horários próximos.

A apuração foi aberta pela Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital. Segundo relatos e imagens divulgadas nas redes sociais, houve empurra-empurra, foliões passando mal, público pressionado contra grades de contenção e pessoas subindo em estruturas como banheiros químicos e beirais de prédios.

Os blocos envolvidos foram o Bloco Skol, que tinha como principal atração o DJ Calvin Harris, e o Acadêmicos do Baixo Augusta. Um desfile estava previsto para começar às 11h e o outro às 14h, ambos no mesmo trecho da Consolação.

O prefeito Ricardo Nunes classificou o primeiro fim de semana do carnaval como bem sucedido. “Se considerarmos a quantidade de pessoas e as poucas ocorrências, a conclusão é que foi um sucesso”, afirmou em entrevista à GloboNews. Ele também disse que a infraestrutura montada pela gestão municipal “foi perfeita”.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que acionou um plano de contingência durante o evento. “O recorde de público em bloco na Rua da Consolação fez com que a administração liberasse as vias de acesso como áreas de escape e também determinasse a retirada de gradis para melhorar a mobilidade dos foliões”, informou a gestão municipal. A administração não respondeu por que autorizou dois megablocos no mesmo local e data.

A Polícia Militar afirmou que não houve feridos nem registro de ocorrências graves. A corporação informou que ampliou o efetivo diante da superlotação, mas não detalhou o número de agentes mobilizados nem a situação das pessoas que passaram mal durante o evento.