Jessé Souza associa caso Epstein a “lobby judaico”, publica vídeo, apaga e se desculpa

Atualizado em 9 de fevereiro de 2026 às 22:17
O escritor e sociólogo Jessé Souza. Foto: Reprodução

O escritor e sociólogo Jessé Souza publicou e depois retirou do ar, nesta segunda-feira (9), um vídeo em que relaciona o caso do financista Jeffrey Epstein ao que chamou de “lobby judaico”. Na gravação, Jessé afirma que “Epstein é o produto mais perfeito do sionismo judaico” e sustenta que o financista teria sido financiado por esse lobby, que, segundo ele, estaria por trás dos crimes atribuídos a Epstein.

No vídeo, Jessé também declarou que a rede de exploração sexual associada a Epstein serviria como instrumento de chantagem política em favor de Israel, especialmente sobre políticos e bilionários dos Estados Unidos. As afirmações foram feitas sem apresentação de provas e contrariam investigações e reportagens já publicadas sobre o caso.

Doutor em sociologia pela Universidade de Heidelberg, na Alemanha, Jessé Souza é autor de livros como A Elite do Atraso (2017), A Classe Média no Espelho (2018) e O Pobre de Direita (2024). Ele presidiu o Ipea entre 2015 e 2016.

Na gravação inicial, o escritor também afirmou que o Holocausto teria sido explorado politicamente pelo sionismo, com apoio da indústria cultural e da mídia internacional, para silenciar críticas a Israel. Em outro trecho, comparou Israel a Epstein, dizendo que ambos agiriam com autorização tácita ou explícita de um suposto poder do “lobby judaico”.

Horas depois, Jessé publicou um novo vídeo com pedido de desculpas pelo que chamou de “escorregão”, mas manteve o conteúdo central das acusações. Na nova gravação, substituiu o termo “judaico” por “sionista” e reiterou críticas duras a Israel, dizendo que a memória do Holocausto teria sido usada para justificar violência e ocupação de territórios.

Em outro vídeo, publicado na quinta-feira (6) e ainda disponível em seu perfil no Instagram, Jessé já havia comentado o caso Epstein, comparando-o ao episódio do Banco Master no Brasil. Na ocasião, afirmou que ambos revelariam o funcionamento de elites que desrespeitam leis e voltou a citar o “lobby judaico”, com menção ao Mossad, como elemento central da trama ligada a Epstein.