
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atacou o Supremo Tribunal Federal e chamou o presidente da França, Emmanuel Macron, de “incompetente” durante entrevista concedida a um canal de televisão francês ligado à ultradireita, nesta segunda-feira (9), em Paris.
Na entrevista ao vivo, Flávio afirmou que “o Brasil hoje não vive uma democracia plena” e declarou que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria sido “condenado por seus próprios inimigos”. O senador citou reiteradas vezes o ministro do STF Alexandre de Moraes, sem apresentar provas para sustentar as acusações feitas contra a Corte.
Bolsonaro deveria estar livre, percorrendo o Brasil. Isso seria o justo e o democrático@CNEWS pic.twitter.com/owzQZiLWSY
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) February 10, 2026
O parlamentar está na Europa cumprindo agenda com representantes da ultradireita do continente. Nas redes sociais, publicou foto ao lado da deputada europeia Marion Maréchal, sobrinha de Marine Le Pen, líder do partido Reunião Nacional. A entrevista teve cerca de 30 minutos e ocupou o horário nobre da emissora.
Com a jovem liderança da direita conservadora na França, Marion Maréchal. @MarionMarechal
Preocupações na Europa são muito semelhantes às do Brasil: insegurança, agenda woke, ativismo judicial… pic.twitter.com/0ZhOVJIu55
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) February 9, 2026
Durante a conversa, Flávio também citou suspeitas de desvios no INSS e mencionou Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente. “O Brasil passa hoje por graves acusações de roubo de aposentados do nosso sistema previdenciário, sendo que é acusado de desviar dinheiro o próprio filho do presidente Lula”, afirmou. Investigações apuram se houve ligação entre Lulinha e um lobista conhecido como Careca do INSS. Em entrevista recente, Lula disse ter afirmado ao filho que, se houver envolvimento, ele deve “pagar o preço”.
Ao comentar a política francesa, Flávio declarou que tanto o Brasil quanto a França precisariam de novos presidentes. “O Brasil não aguenta mais quatro anos de um governo de extrema esquerda. Assim como a França não aguenta mais um mandato de um governo de extrema incompetência como o de Emmanuel Macron”, disse. Macron, no entanto, está impedido de disputar um terceiro mandato em 2027.
O senador também fez afirmações sobre a Amazônia, dizendo que “a região foi preservada durante o governo Bolsonaro” e que, sob Lula, teria registrado “três anos consecutivos de recorde de queimadas”, sem apresentar dados que comprovassem a declaração. Em outro momento, cometeu erro ao mencionar uma suposta “guerra entre China e Ucrânia”, quando o conflito envolve a Rússia.