
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que o fim da escala 6×1 deverá ser votado até maio deste ano. O parlamentar deu a declaração após participar de um evento promovido pelo BTG Pactual.
“Participei, agora pela manhã, do evento CEO Conference, organizado pelo BTG Pactual. Na ocasião, reforcei as prioridades da Câmara dos Deputados para 2026. A PEC da redução da jornada de trabalho 6×1 é uma destas agendas”, disse Motta.
Durante a conferência, ele reforçou que o projeto de abolir a escala 6×1 será analisado diretamente pela Câmara, deixando de lado a proposta original que o governo pretendia enviar. O projeto que será debatido na Câmara é de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).
Para discutir o tema de forma mais aprofundada, os líderes da Casa decidiram criar uma Comissão Especial que se dedicará ao assunto até o final de abril. O colegiado, segundo Motta, ouvirá diferentes pontos de vista, incluindo o setor produtivo.
Participei, agora pela manhã, do evento CEO Conference, organizado pelo @BTGPactual. Na ocasião, reforcei as prioridades da Câmara dos Deputados para 2026. A PEC da redução da jornada de trabalho 6×1 é uma destas agendas.
A tramitação via Proposta de Emenda Constitucional é, ao…
— Hugo Motta (@HugoMottaPB) February 10, 2026
O fim da escala 6×1 também se tornou uma bandeira eleitoral do presidente Lula. A proposta é vista por muitos como uma forma de melhoria nas condições de trabalho, principalmente no que se refere à jornada de trabalho, que passaria a ser mais flexível e adequada às necessidades dos trabalhadores.
A avaliação atual sobre a proposta é de que a maioria dos parlamentares é favorável à medida. No entanto, há uma oposição mais silenciosa, que tem feito articulações nos bastidores para dificultar a aprovação do projeto. A expectativa é de que os setores contrários ao fim da escala 6×1 se tornem mais visíveis à medida que as discussões na Câmara se intensifiquem.
Apesar do apoio maior à proposta, o governo ainda enfrenta resistência, especialmente no setor empresarial, que alega receios quanto ao impacto que a mudança poderia ter nas suas operações e na produtividade.