Itamaraty: guerra na Ucrânia tem 22 brasileiros mortos e 44 desaparecidos

Atualizado em 10 de fevereiro de 2026 às 18:15
Adriano Silva, soldado brasileiro que morreu na Ucrânia. Foto: Divulgação

Um levantamento encaminhado por autoridades da Ucrânia ao governo brasileiro aponta que ao menos 22 brasileiros morreram desde o início da guerra no país, iniciada em fevereiro de 2022. O balanço oficial também registra 44 brasileiros desaparecidos em meio ao conflito, número que segue sob apuração diplomática.

Entre os casos mais recentes está o do paraense Adriano Silva, que atuava como voluntário nas forças armadas ucranianas. Segundo relatos de colegas de combate repassados à família, ele morreu no último domingo durante um ataque de artilharia no leste do país.

De acordo com as informações recebidas pelos familiares, Adriano estava na cidade de Kupiansk, a mais de 500 quilômetros de Kiev, quando a unidade em que atuava foi atingida. O brasileiro teria sido surpreendido pelo bombardeio junto com outros militares.

Desde o início da guerra, brasileiros interessados em carreira militar ou experiência em combate passaram a se voluntariar para atuar ao lado das tropas ucranianas. Muitos veem o conflito como uma oportunidade de treinamento real em um cenário de guerra de alta intensidade.

Soldados ucranianos. Foto: Divulgação

O conflito entre Rússia e Ucrânia já provocou perdas humanas em escala histórica. Um estudo divulgado em 27 de janeiro pelo Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais estimou que o exército russo soma cerca de 1,2 milhão de mortos, feridos ou desaparecidos desde 2022.

Segundo o levantamento, aproximadamente 325 mil militares russos teriam morrido desde a invasão em larga escala ordenada pelo Kremlin, número superior ao registrado por qualquer grande potência militar desde a Segunda Guerra Mundial. O estudo afirma que Moscou “paga um preço extraordinário por ganhos mínimos”.

A Rússia contesta os dados e classifica o relatório como não confiável. Já investigações independentes conduzidas pelo serviço russo da BBC e pelo portal Mediazona identificaram mais de 163 mil soldados russos mortos com base em registros públicos, embora admitam subnotificação.

No lado ucraniano, o CSIS estima entre 500 mil e 600 mil baixas, incluindo mortos, feridos e desaparecidos. Desses, entre 100 mil e 140 mil militares teriam morrido até dezembro de 2025. O estudo projeta que o total de baixas dos dois lados pode chegar a 2 milhões até junho deste ano.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 28 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.