Republicanos pedem punições a Bad Bunny, NFL e NBC após o show do Super Bowl

Atualizado em 10 de fevereiro de 2026 às 22:22
Bad Bunny durante o Show do Intervalo no Superbowl. Foto: Morry Gash/AP

Parlamentares do Partido Republicano dos Estados Unidos exigiram, nesta terça-feira (10), que a Comissão Federal de Comunicações (FCC) aplique multas e sanções contra o cantor Bad Bunny, a NFL e a emissora NBC após a apresentação do cantor no intervalo do Super Bowl. Os congressistas alegam que o show, transmitido para milhões de telespectadores, continha palavrões e outros conteúdos que seriam inadequados para a televisão aberta, argumentando que esses termos violariam a legislação americana.

Randy Fine, um dos líderes da iniciativa congressista, afirmou que o show de Bad Bunny violou a lei de radiodifusão dos Estados Unidos, já que as letras das músicas, se traduzidas para o inglês, justificariam a retirada do sinal do ar e a aplicação de multas elevadas. Fine classificou a performance como “ilegal” e alegou que palavras e expressões, como “dick”, “ass” e “fuck”, configurariam o que ele chamou de “obscenidade pornográfica”. Vale ressaltar que o cantor, de origem porto-riquenha, cantou em espanhol, e os críticos apontaram que o conteúdo apenas se tornou “problemático” quando traduzido para o inglês.

Em resposta à apresentação, Randy Fine postou no X (antigo Twitter) que “hoje seria um ótimo dia para prender e deportar imigrantes ilegais. Principalmente aqueles que gostavam da obscenidade de ‘Bad Bunny'”. Além disso, disse que os republicanos haviam enviado uma carta ao presidente da FCC, Brendan Carr, pedindo medidas rigorosas, incluindo a revisão das licenças de transmissão da NFL e da NBC.

“Estamos pedindo multas e a revisão das licenças de transmissão, contra a NFL, a NBC e ‘Bad Bunny’. Prendam eles”, escreveu Fine, reforçando a ideia de que as emissoras e os organizadores do evento foram responsáveis pela transmissão de conteúdo considerado inapropriado.

Ademais, a crítica a Bad Bunny ganhou apoio de outro congressista republicano, Andy Ogles, que também encaminhou uma carta ao Comitê de Energia e Comércio da Câmara, pedindo uma investigação legislativa formal. Ogles argumentou que a NFL e a NBC permitiram a exibição de um conteúdo musical que, em sua opinião, glorificava a sodomia e outras depravações, temas que ele considerou inaceitáveis para a audiência da televisão aberta.

Bad Bunny durante SuperBowl. Imagem: reprodução

O show de Bad Bunny, que durou cerca de 13 minutos, foi inicialmente descrito pelos organizadores como uma “celebração da cultura porto-riquenha e latina”. A apresentação gerou uma onda de reações, tanto positivas quanto negativas, especialmente devido à presença de elementos culturais latinos e à linguagem explícita. Por outro lado, a FCC, presidida por Brendan Carr, conhecido por suas posições conservadoras, pode ser pressionada a agir, dado seu histórico de ações contra conteúdos considerados inadequados em transmissões ao vivo.

Sofia Carnavalli
Sofia Carnavalli é jornalista formada pela Cásper Líbero e colaboradora do DCM desde 2024.