
Um ataque a tiros na Tumbler Ridge Secondary School, no Canadá, deixou ao menos 10 mortos e 25 feridos na tarde da última terça-feira (horário local), segundo autoridades. Entre as vítimas está a suspeita de ser a atiradora, encontrada sem vida. O crime ocorreu por volta das 13h20 (19h20 em Brasília), de acordo com a imprensa local, e mobilizou forte aparato policial na região.
De acordo com a polícia, seis pessoas foram encontradas mortas dentro da escola secundária, enquanto outra vítima morreu a caminho do hospital. Duas mortes adicionais ocorreram em uma residência possivelmente ligada ao caso. Ainda não há detalhes confirmados sobre a dinâmica do ataque, que segue sob investigação.
A suposta atiradora também foi encontrada morta e apresentava um ferimento aparentemente autoinfligido, segundo a corporação. O superintendente da polícia local, Ken Floyd, afirmou em coletiva que a identificação da suspeita já teria sido feita, mas não será divulgada neste momento. Segundo ele, a decisão visa proteger a integridade da investigação. Floyd ressaltou ainda que seria “imprudente especular” sobre nomes ou idades dos envolvidos.
O estudante Darian Quist, do 12º ano, relatou que ficou trancado em sala por mais de duas horas até a chegada da polícia. Ele contou que o alarme soou por volta das 13h30, instruindo que as portas fossem bloqueadas. “Pegamos mesas e bloqueamos as portas”, disse. Durante o período de isolamento, ele recebeu fotos do local pelo celular enquanto a situação se desenrolava.

Duas pessoas foram transportadas de helicóptero para um hospital com ferimentos graves. Outros 25 feridos seguem em avaliação médica e não correm risco de morte, segundo informações divulgadas à CBC News. Cerca de 100 pessoas, entre alunos e funcionários, foram evacuadas em segurança.
A mãe do estudante, Shelley Quist, permaneceu ao telefone com o filho até a chegada dos agentes. “Polícia por toda parte, bombeiros, ambulâncias”, declarou. “Havia um policial agachado em nosso estacionamento, com a arma em punho”, relatou. Ken Floyd afirmou que as autoridades ainda não sabem o que pode ter motivado o crime. “Acho que teremos dificuldades para determinar o ‘porquê’, mas faremos o possível para descobrir o que aconteceu”, disse.
Buscas continuam sendo realizadas em outras residências e locais da comunidade. “Recursos adicionais da polícia continuam sendo mobilizados na comunidade para apoiar a resposta e a investigação”, informou a corporação, acrescentando que a Divisão de Crimes Graves da Polícia da Colúmbia Britânica assumiu o caso.