
O governo do presidente Lula anunciou nesta quarta-feira (11) um pacote de R$ 6,2 bilhões para ampliar, modernizar e manter 11 aeroportos em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais. O investimento integra a estratégia federal de fortalecimento da malha aérea regional e expansão da capacidade operacional dos terminais.
Atualmente, os aeroportos contemplados movimentam cerca de 29 milhões de passageiros por ano. Com as obras previstas, a capacidade total poderá ultrapassar 40 milhões de viajantes anuais. A proposta busca ampliar a conexão entre capitais e cidades do interior, com foco na chamada interiorização do transporte aéreo.
Todos os terminais são administrados pela concessionária espanhola Aena, responsável por aproximadamente 20% do tráfego aéreo nacional. Além dos R$ 6,2 bilhões destinados ao bloco nos quatro estados, a empresa também está aplicando R$ 3,1 bilhões em aeroportos do Nordeste, elevando o volume total de aportes.
Estão incluídos no pacote os aeroportos de Congonhas (SP), Campo Grande (MS), Ponta Porã (MS), Corumbá (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Carajás (PA), Altamira (PA), Uberlândia (MG), Uberaba (MG) e Montes Claros (MG). O objetivo é modernizar estruturas, ampliar áreas operacionais e adequar os terminais à demanda crescente.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, trata-se do “maior programa de aviação regional da história“.
Ele afirmou: “Embora seja essencial ter um olhar para os grandes centros, como estamos fazendo com a ampliação de Congonhas, é fundamental garantir o crescimento da aviação no interior do país. A prioridade do presidente Lula é levar o desenvolvimento para todas as regiões, com novos aeroportos no Norte e no Nordeste, conectando o Brasil profundo aos grandes mercados”.

O ministro também antecipou que, antes de deixar o ministério, em 2 de abril, o governo deve anunciar um novo ciclo de investimentos por meio do programa Investe + Aeroportos. A expectativa é de aproximadamente R$ 10 bilhões em novos aportes no setor.
Do total anunciado agora, R$ 2,6 bilhões serão direcionados ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O terminal terá a área de passageiros ampliada para 135 mil metros quadrados, praticamente o dobro da atual. O número de pontes de embarque passará de 12 para 19, o pátio de aeronaves será expandido e a área comercial também ganhará novos espaços.
Congonhas recebe cerca de 80 mil passageiros por dia e está entre os aeroportos mais movimentados do país. As intervenções buscam aumentar a eficiência operacional e a segurança. A conclusão das obras está prevista para junho de 2028 em Congonhas e para junho de 2026 nos demais terminais.
O financiamento integra uma das maiores operações da aviação brasileira. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) responde por R$ 4,64 bilhões do total, com complemento do Santander.
Vinculado ao Novo PAC, o projeto pode impulsionar investimentos que somam R$ 9,2 bilhões. Durante as obras, a estimativa é de 2,8 mil empregos diretos e indiretos, além de mais de 700 postos permanentes após a conclusão.