VÍDEO: “Não é errado estuprar crianças”, diz apoiador de Trump após divulgação de arquivos Epstein

Atualizado em 12 de fevereiro de 2026 às 7:10
Donald Trump, presidente dos EUA. Foto: Bonnie Cash/Pool

O influenciador e streamer estadunidense Dean Withers foi surpreendido por um apoiador do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que defendeu o republicano das acusações de abuso sexual de crianças após ser exposto nos arquivos do financistas Jeffrey Epstein.

Inicialmente, o trumpista questionou a veracidade dos “Epstein Files” e as milhares de citações a Trump. Depois, admitindo as investigações oficiais, minimizou a gravidade dos crimes que o presidente é acusado.

“Digamos que você está certo, vou admitir que você está certo, que ele [Trump] está na lista de todas as coisas. Por que é errado que ele tenha feito essas coisas?”, questionou o anônimo.

Withers demonstrou perplexidade com a ligação desde o primeiro momento: “Você está me perguntando por que é errado estuprar crianças?”.

“Sim, eu preciso que você me diga por que está errado fazer isso”, insistiu o extremista.

Enquanto Withers reforçou a pergunta, o trumpista subiu o tom: “Você precisa que eu repita? Você não consegue me ouvir? Você tem muitos pênis nos seus ouvidos? O que está acontecendo?”.

O influenciador, notadamente desconfortavel com a situação, lamentou que “agora estamos seriamente nesse ponto, onde os apoiadores de Trump estão dizendo que não é errado estuprar crianças, e perguntando por que seria errado fazer isso.

Epstein Files

Donald Trump foi mencionado mais de mil vezes nos cerca de 3 milhões de documentos sobre Jeffrey Epstein divulgados pelo Departamento de Justiça no final de janeiro. Embora parte das referências seja considerada inofensiva, os arquivos incluem uma lista de alegações de agressão sexual não verificadas contra Trump, compilada por agentes do FBI em agosto de 2025.

Os documentos contêm anotações do FBI sobre uma mulher que acusou Trump em um processo judicial de tê-la estuprado aos 13 anos, além do relato de uma vítima de Epstein que afirmou ter sido “apresentada” ao republicano por Ghislaine Maxwell em uma festa. Não há evidências públicas de que qualquer dessas alegações tenha sido considerada crível pelo FBI.

O Departamento de Justiça afirmou em comunicado que “as alegações são infundadas e falsas e, se tivessem um mínimo de credibilidade, certamente já teriam sido usadas como arma contra o presidente Trump”.

Ao comentar a divulgação dos arquivos, Trump disse: “Eu mesmo não vi, mas fui informado por pessoas muito importantes que isso não só me absolve, como é o oposto do que as pessoas esperavam”.

Muitas das referências ao presidente são artigos de notícias que Epstein compartilhou com associados. Um email divulgado mostra o magnata dizendo ao ex-secretário do Tesouro Larry Summers que “seu mundo não entende o quão burro ele realmente é” ao se referir a Trump . O governo federal enfrenta pressão bipartidária no Congresso pela divulgação integral dos documentos, com parlamentares democratas e republicanos questionando redações excessivas e materiais ainda retidos.

 

Augusto de Sousa
Augusto de Sousa, 31 anos. É formado em jornalismo e atua como repórter do DCM desde de 2023. Andreense, apaixonado por futebol, frequentador assíduo de estádios e tem sempre um trocadilho de qualidade duvidosa na ponta da língua.