
A empresa Maridt Participações S.A., empresa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli tem capital social declarado de R$ 150 e endereço de fachada. O magistrado admitiu ser sócio da companhia após ser citado nas investigações do caso Master.
Segundo o Estadão, o imóvel indicado como sede da empresa é uma casa em estado simples de conservação, sem sinais de funcionamento empresarial, em Marília (SP). O endereço corresponde à residência de José Eugênio Dias Toffoli, irmão do ministro e administrador formal da Maridt.
A mulher de José Eugênio declarou desconhecer as atividades da empresa e a participação do marido no resort Tayayá. A Maridt é apontada como ligada à venda do empreendimento.

Na nota divulgada, Toffoli afirmou que integra o quadro societário, mas que a administração cabe a parentes. O texto cita o artigo 36 da Lei Orgânica da Magistratura, que permite a magistrados participação societária e recebimento de dividendos, vedando apenas atos de gestão.
Interlocutores do ministro disseram à coluna de Andreza Matais no Metrópoles que menções a pagamentos em conversas com o empresário Daniel Vorcaro, dono do banco, estariam relacionadas às atividades da empresa. O caso Master está sob relatoria de Toffoli no STF.
A Polícia Federal enviou ao gabinete do ministro Edson Fachin um documento classificado como “informação de polícia judiciária”, detalhando trocas de mensagens entre Vorcaro e Toffoli.
De acordo com pessoas que tiveram acesso ao material, as evidências reunidas poderiam fundamentar pedido de afastamento do ministro da relatoria do caso Master. A situação está sendo analisada pela Corte.
Após a menção ao seu nome, Toffoli determinou que a Polícia Federal envie ao Supremo Tribunal Federal (STF) todos os dados de celulares e mídias apreendidos no caso envolvendo o banco. A determinação ocorreu após o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregar ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório sobre a perícia realizada nos celulares de Vorcaro.