
O trágico caso ocorrido em Itumbiara (GO) abalou a cidade na última segunda-feira, quando o secretário de Governo Thales Naves Alves Machado, acompanhado de seus dois filhos, foi encontrado morto após uma publicação chocante nas redes sociais. Na postagem, Thales relatou que planejava tirar a vida de seus filhos e, em seguida, cometer suicídio, o que levou vizinhos a correrem até sua residência na tentativa de evitar a tragédia.
As testemunhas encontraram o secretário deitado na cama, com uma arma de fogo sobre o peito. As crianças, de 12 e 8 anos, estavam também na cama e haviam sido feridas por disparos de arma de fogo. As testemunhas prestaram os primeiros socorros, levando as vítimas ao Hospital Municipal. O filho mais velho não resistiu aos ferimentos, falecendo poucas horas após o incidente, enquanto o caçula ainda permanece internado em estado grave.
Dentro do apartamento, as equipes de socorro notaram um forte cheiro de gasolina, o que indicava que o ambiente havia sido preparado de forma macabra. Galões de combustível vazios foram encontrados na residência, sugerindo que o secretário planejava incendiá-la antes de cometer os assassinatos e o suicídio. O uso de gasolina não chegou a ser confirmado pela perícia, mas foi citado pelas testemunhas presentes.
O post feito por Thales, que antecedeu o crime, foi uma carta de despedida. Nele, o secretário compartilhou seu arrependimento pelas dificuldades no casamento e pediu perdão a familiares e amigos. “Estou no limite do improvável”, afirmou. Na noite anterior, ele havia feito uma publicação demonstrando carinho e amor pelos filhos, dizendo que “papai ama muito”.

A Polícia Civil de Goiás abriu um inquérito para investigar as circunstâncias do caso e esclarecer os detalhes que levaram à tragédia. O caso gerou comoção em Itumbiara, onde o secretário era uma figura conhecida, mas ainda não se sabe o que motivou a brutal ação.
Após os procedimentos de perícia no local, a arma usada no crime, uma pistola Glock G25 calibre .380, foi recolhida para análise. A área foi isolada pela polícia, que agora aguarda os resultados da investigação para determinar a motivação e possíveis falhas nos cuidados da vítima.
O episódio também chamou a atenção para o lado psicológico do acusado, uma vez que ele parece ter buscado uma despedida pública antes de cometer o ato. A Polícia Civil de Goiás deve analisar o histórico pessoal e profissional de Thales Machado, a fim de verificar possíveis indícios de problemas emocionais que possam ter influenciado sua decisão fatal.
Este caso abre um importante debate sobre os sinais de alerta em situações de crise psicológica e familiar, e a necessidade de se prestar mais atenção a comportamentos de risco, especialmente em figuras públicas. A tragédia deixou a cidade em estado de choque, e as investigações continuam.