
A Polícia Federal encontrou indícios de que o Banco Master contratou os serviços da empresa de espionagem Black Wall Global ao analisar os telefones apreendidos durante a operação Compliance Zero. A investigação apura as operações financeiras do Banco Master, que foi liquidado em novembro de 2025, após registrar um rombo de cerca de R$ 50 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o maior déficit da história do setor bancário brasileiro. Com informações do Poder360.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin mencionou a contratação da Black Wall Global durante uma sessão realizada em 12 de fevereiro de 2026, que resultou na remoção de Dias Toffoli da relatoria do caso Master.
Zanin relatou que, ao analisar o relatório da PF, encontrou uma mensagem de uma pessoa vinculada ao Banco Master indicando que uma proposta de contratação da Black Wall já havia sido apresentada, embora não soubessem exatamente do que se tratava.
Durante a sessão, o ministro Alexandre de Moraes interveio e afirmou: “Eu conheço. Isso aí é o pessoal do Mossad [serviço de inteligência de Israel]”. O órgão é conhecido mundialmente por suas operações de espionagem e contraterrorismo.

A Black Wall Global é uma agência de inteligência digital, cibersegurança e defesa, fundada por veteranos de unidades de elite de inteligência, contraterrorismo e aplicação da lei. A empresa se especializa em tecnologia para operações de espionagem, incluindo a descriptografia de dispositivos móveis e a recuperação de conteúdo armazenado na nuvem, sendo uma das líderes no campo de cibersegurança.
A investigação da PF envolveu o aparelho de celular de Daniel Vorcaro, um dos envolvidos no caso Banco Master. Embora o aparelho tenha sido quebrado com sucesso pela PF, não está claro qual tecnologia foi usada para descriptografar o dispositivo, o que levanta questões sobre as ferramentas de espionagem envolvidas.
A conexão com a Black Wall Global e a possível utilização de serviços de espionagem e cibersegurança no caso Master trazem novas complexidades à investigação, sugerindo que os envolvidos no escândalo podem ter utilizado recursos avançados para proteger suas operações ilícitas.