
O ministro Dias Toffoli negou as acusações de que teria gravado secretamente a reunião do Supremo Tribunal Federal (STF) que discutiu sua saída da relatoria do caso Banco Master. Em entrevista à coluna de Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo, ele afirmou que o caso é “absolutamente inverídico”.
“Não houve nenhuma gravação da minha parte. Nada disso procede”, disse o magistrado. Ele afirmou que está indignado com as insinuações sobre a gravação, afirmando que não entende como surgiram essas suspeitas.
Toffoli alegou que sempre foi discreto e que mal se comunica com a imprensa. “Quem me conhece sabe que sou absolutamente discreto e mal converso com a imprensa”, prosseguiu. Ele também afirmou que nunca gravou qualquer conversa e que não se envolve em relatórios sobre diálogos entre ministros, sejam pessoais ou institucionais. “Não gravo e não fico relatando conversa de ministros”, completou.

A acusação surgiu após uma reportagem do site Poder360 com declarações de ministros presentes no encontro de maneira literal e precisa, o que levantou suspeitas de que os colegas teriam sido gravados clandestinamente por Toffoli durante a sessão que decidiu sua retirada da relatoria do caso Banco Master.
Os ministros relataram à coluna que a situação gerou perplexidade e desconforto, especialmente porque os trechos divulgados pela gravação pareceram favoráveis a Toffoli e não refletiam a complexidade da discussão que ocorreu durante a reunião.
Os ministros chegaram a enviar a reportagem a Toffoli, que foi apresentada como uma prova de que a gravação realmente ocorreu. O texto foi publicado pelo site Poder360 à 1h28 da madrugada desta sexta (13).