O novo cargo do irmão de Michelle Bolsonaro em prefeitura do PL

Atualizado em 13 de fevereiro de 2026 às 19:45
Diego Torres com a irmã Michelle Bolsonaro. Foto: Divulgação

Após pedir demissão do cargo de assessor no governo de São Paulo, Diego Torres Dourado, irmão de Michelle Bolsonaro, voltou ao cenário político, assumindo uma nova função em uma prefeitura do PL. Porém, o novo cargo parece ser temporário, pois o foco de Torres é a candidatura ao Senado, como suplente da irmã, Michelle, pelo Distrito Federal. Com informações do Metrópoles.

No início de fevereiro, Torres foi nomeado Diretor do Departamento de Parcerias e Transferências Intergovernamentais da Prefeitura de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, pelo prefeito Tite Campanella (PL). O cargo, comissionado, oferece um salário de R$ 26,8 mil, um valor superior aos R$ 22,6 mil que ele recebia no governo do estado.

O nome dele passou a ser associado à administração pública após seu trabalho como assessor especial de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, onde desempenhou papel importante na interlocução com deputados e secretários estaduais.

Em novembro de 2025, ele deixou o cargo no governo paulista para se dedicar à campanha de Tarcísio, que inicialmente seria candidato à Presidência da República, mas teve sua candidatura frustrada com a escolha de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, como o indicado para o posto.

Torres, em entrevista ao portal Metrópoles, explicou que a decisão de deixar o cargo foi motivada por questões de saúde mental, já que ele estava sobrecarregado pela intensificação do trabalho e pelo longo tempo afastado de sua família. “Optei por essa questão até porque meus filhos estão crescendo”, disse ele, que tem dois filhos pequenos, de 5 e 6 anos.

Embora o novo cargo em São Caetano do Sul tenha sido visto como uma mudança de ritmo, Torres afirma que a experiência adquirida durante os três anos no governo estadual o preparou para esse papel.

O prefeito Tite Campanella. Foto: Divulgação

O convite para a diretoria foi feito pelo prefeito Tite Campanella, que sempre esteve alinhado com os interesses da família Bolsonaro. Torres destacou que sua relação com o prefeito é forte, já que Campanella recebeu apoio do irmão de Michelle Bolsonaro durante sua campanha.

A expectativa, no entanto, é que Torres não permaneça por muito tempo em sua função na prefeitura. Ele revelou que está em discussões para se tornar o suplente de Michelle Bolsonaro em uma possível chapa ao Senado pelo Distrito Federal.

Embora a candidatura ainda não esteja confirmada, Torres expressou seu desejo de representar sua cidade natal, afirmando: “É o estado que eu amo.” Caso se confirme sua candidatura, Torres precisará se desvincular do cargo na prefeitura três meses antes das eleições, diferentemente dos políticos eleitos, que devem se descompatibilizar até março.

O cenário político em São Caetano do Sul também está agitado. A cidade enfrenta uma CPI na Câmara Municipal que investiga dívidas deixadas pelo ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSD), pai do deputado estadual Thiago Auricchio. As acusações contra o ex-prefeito abalaram a relação entre ele e o atual prefeito, Tite Campanella.

A CPI recebeu apoio de alguns vereadores do PL, partido de Thiago Auricchio, mas também gerou divisão dentro da legenda, com outros parlamentares votando contra a abertura da comissão.

Guilherme Arandas
Guilherme Arandas, 28 anos, atua como redator no DCM desde 2023. É bacharel em Jornalismo e está cursando pós-graduação em Jornalismo Contemporâneo e Digital. Grande entusiasta de cultura pop, tem uma gata chamada Lilly e frequentemente está estressado pelo Corinthians.