
O governo Lula celebrou a mudança na relatoria do caso Master no Supremo Tribunal Federal, que passou de Dias Toffoli para André Mendonça. Essa mudança foi vista com otimismo pelos aliados do presidente, que acreditam que a troca pode beneficiar tanto a imagem do governo quanto a condução do processo.
Toffoli, que tem ligações históricas com o PT, havia se distanciado do governo, mas ainda era identificado com o partido. Sua permanência na relatoria gerava críticas que repercutiam diretamente no governo, o que foi um fator importante para a decisão de trocar a relatoria. As informações são da Folha de S.Paulo.
Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro (PL), agora assume o caso, o que, segundo a avaliação de petistas, coloca a responsabilidade nas mãos dos bolsonaristas, afastando o governo de eventuais críticas. Essa mudança na relatoria também é vista como uma forma de aliviar a pressão sobre o governo Lula, já que a nomeação de Mendonça passa a responsabilizar o grupo político de Bolsonaro por eventuais complicações no caso.
Aliados de Lula consideram que a troca ajudará a suavizar a imagem do governo, pois Mendonça é considerado mais alinhado à base bolsonarista. Para o governo, a mudança de relatoria oferece uma vantagem estratégica, deslocando o foco das críticas que poderiam recair sobre Toffoli para o campo político de Bolsonaro. Dessa forma, a estratégia foi recebida como uma jogada de imagem positiva, além de uma possível resolução mais séria e eficiente do caso.

A mudança na relatoria do caso Master se insere em um contexto de intensas disputas políticas e judiciais, onde o governo Lula precisa lidar com a pressão política e com a responsabilidade sobre o andamento de processos sensíveis. Para o governo, a mudança é vista como uma maneira de amenizar as críticas e reforçar o distanciamento de decisões impopulares associadas ao ex-presidente.